Gracos

O período entre os anos 133 e 121 a. C. foi dominado em Roma por dois irmãos estadistas. O primeiro, de nome Tibério Semprónio Graco, nascido cerca de 167 a. C., e o segundo, Caio Semprónio Graco, nascido em 158 a. C.. Ambos eram filhos de Cornélia.
Tibério Graco, pouco experiente e muito intransigente, apresentou em 133, na qualidade de tribuno da plebe, um projeto de lei, uma rogatio agrária, espécie de pré-reforma agrária atual. Esta normativa estabelecia a limitação da extensão das terras ocupadas ao ager publicus, distribuindo o excesso recuperado à plebe. Esta lei foi contrariada pelo senador Octávio. Tibério tentou a sua deposição, não respeitando a tradição, tentando reiterar o tribunato. Foi morto em 133 a. C. durante o motim consequente.
O seu irmão Caio Graco retoma a sua lei agrária dez anos mais tarde, dando-lhe contudo um carácter mais amplo, com o objetivo de captar o apoio dos cavaleiros, da plebe da urbe e dos italianos. Foi tribuno nos anos de 123 e 122 a. C., exercendo um autêntico principado, semelhante ao do grego Péricles. A aplicação da lei agrária foi efetiva, tendo os cavaleiros recebido o dízimo da Ásia e obtendo a plebe a distribuição do trigo a um preço mais baixo. Deve-se-lhe de igual modo a fundação de um número significativo de colónias romanas no território italiano e em Cartago. No ano de 121 um grupo de inimigos de Caio, acusando-o de ter feito renascer Cartago, obteve contra ele a votação das garantias constitucionais, o que permitiu o seu assassinato legal nesse mesmo ano.
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