Grades Brancas
Coletânea de poemas em prosa editada pela coleção Cancioneiro Geral.
O volume reúne pequenas retrospetivas, evocando tempos que precederam o momento em que o "ódio e injustiça", a chegada do "inferno de horrores" viriam obscurecer a infância e a vida adulta, com a sua fatura de separações e dor.
Obsidiado pela morte e prisão de amigos e familiares, invadido pelo pânico da perda e da destruição, mesmo quando elas são uma ameaça remota no presente ("Que não surgissem vozes rudes a destruir sem piedade esse sonho que vivia nos teus olhos."), o sujeito poético de Grades Brancas testemunha o desabar de um mundo pessoal, pressentindo-se na sua voz, segundo Fernando J. B. Martinho (cf. Tendências Dominantes da Poesia Portuguesa da Década de 50, Lisboa, Colibri, 1996, p. 319), a repetição da "voz de um povo cuja história é, desde muito cedo, indissociável da amarga experiência do exílio". Ainda segundo o mesmo crítico, a simplicidade de linguagem dos poemas em prosa coligidos em Grades Brancas resulta tanto "da utilização, na escrita literária, com o que ela pressupõe de domínio perfeito do código linguístico, de uma língua que não foi aquela com que a autora fez a aprendizagem de si, dos outros e do mundo", como do "relevo que tem na sua memória literária o texto bíblico, cuja força assenta exatamente na vigorosa simplicidade dos meios expressivos mobilizados". (id., ib., p. 320)
-
LisboaAspetos geográficos Cidade, capital de Portugal, sede de distrito e de concelho. Localiza-se na Regi...
-
Cancioneiro GeralVolumosa coletânea poética, reunida e organizada por Garcia de Resende, impressa em Lisboa, em 1516,...
-
OaristosÉ usual datar-se de 1890, data da publicação do volume de poesia Oaristos de Eugénio de Castro, a af
-
O outonoVolume de António Feliciano de Castilho que recolhe poesias originais, traduções, imitações e vários
-
O SantoO santo é, por antonomásia, S. Francisco, cuja vida é contada em verso e na primeira pessoa. Tendo-l
-
O Robot SensívelReúne obras já editadas, como Intervalo (1952), Cântico de Barro (1954), A Palavra Impercetível (195
-
Obras PoéticasForam sobretudo as sátiras que celebrizaram Nicolau Tolentino de Almeida, pela originalidade épocal
-
Obra PoéticaA relação do poeta com o espaço através da viagem, da chegada e da partida, constitui uma trave mest
-
Obra PoéticaColige Mais e Mais... (1932); Tanto (1934); Ainda (1938); Sangue (1952) e o inédito Gérmen, de 1960.
-
Obra PoéticaRecolha que inclui as obras, da autoria de João José Cochofel, já coligidas em 46.° Aniversário e O