Gregory Peck

Ator de cinema norte-americano, de verdadeiro nome Elden Gregory, nascido a 5 de abril de 1916, em La Jolla, na Califórnia, e falecido em 12 de junho de 2003, em Los Angeles. Após ter frequentado a Academia Militar, trabalhou alguns meses como camionista antes de decidir matricular-se no curso de Língua Inglesa da Universidade de Berkeley. Aqui desenvolve o gosto pelo teatro, formando até um pequeno grupo cénico. Licenciou-se em 1939, tendo partido para Nova Iorque, onde resolveu seguir a carreira de ator profissional. Entrou para o prestigiado Neighborhood Playhouse onde permaneceu cerca de três anos. Durante uma representação, foi descoberto pelo produtor David O. Selznick, que o convidou para fazer alguns testes. Após algumas recusas iniciais, estreou-se finalmente em 1944 com Days of Glory (Dias de Glória, 1944). Apesar do dececionante percurso comercial do filme, a sorte esteve do lado de Peck, já que lhe foram dadas mais oportunidades, devido ao facto de os principais galãs de Hollywood estarem a combater na II Grande Guerra. Naquele que foi apenas o seu segundo trabalho cinematográfico, The Keys of the Kingdom (As Chaves do Reino, 1944), em que interpretou a figura dum missionário a trabalhar na China, foi nomeado para o Óscar de Melhor Ator. Demonstrando um carisma e uma segurança fora do normal, Peck gradualmente tornou-se numa das figuras maiores de Hollywood, disputado pelos principais estúdios. Depois do grande sucesso que foi o épico Duel in the Sun (Duelo ao Sol, 1946), em que o seu desempenho de vilão não afetou a sua popularidade, arrecadou duas nomeações sucessivas para o Óscar de Melhor Ator pelo melodrama familiar The Yearling (O Despertar, 1946), onde personificou um rancheiro e pai de família, e por Gentleman's Agreement (A Luz é Para Todos, 1947), onde vestiu a pele dum jornalista que finge ser Judeu para pesquisar a fundo o antissemitismo. Pelo filme de guerra Twelve O'Clock High (Almas em Chamas, 1949), recebeu a sua quarta nomeação para Óscar. Nos anos 50, continuou na mó de cima, protagonizando sucessos de crítica e de bilheteira como Captain Horatio Hornblower (Epopeia nos Mares, 1951), The Snows of Kilimanjaro (As Neves do Kilimanjaro, 1952), Roman Holiday (Férias em Roma, 1953), Moby Dick (1956) e The Big Country (Da Terra Nascem os Homens, 1958). Depois da grande produção The Guns of Navarone (Os Canhões de Navarone, 1961), onde liderou um elenco composto por nomes como Anthony Quinn, David Niven e Richard Harris, recebeu finalmente o Óscar para Melhor Ator pelo seu trabalho em To Kill a Mockingbird (Na Sombra e no Silêncio, 1962). A sua personagem de Atticus Finch, um advogado liberal e viúvo a tentar educar os seus filhos nos tempos da Grande Depressão ao mesmo tempo que tenta inocentar um homem negro acusado de violação, deixou uma marca tão profunda nas mentalidades dos cinéfilos que, em 2003, o American Film Institute escolheu esta personagem como o herói preferido da História do cinema norte-americano. Seguiram-se outros desempenhos fortes em Cape Fear (Barreira do Medo, 1962) e Arabesque (Arabesco, 1966). Após um período em que foi Presidente da Academia das Artes Cinematográficas de Hollywood (1967-1970), voltou em força no filme de terror The Omen (O Génio do Mal, 1976) e em The Boys From Brazil (Os Comandos da Morte, 1978), onde impressionou pelo seu retrato de Josef Mengele. Até à sua morte, trabalhou sobretudo em televisão mas ainda marcou presença em filmes como Old Gringo (O Velho Gringo, 1989), ao lado de Jane Fonda, e no remake de Cape Fear (O Cabo do Medo, 1991).
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