Gregos versus Otomanos

A convivência pouco pacífica entre gregos e otomanos tem raízes muito antigas, mas tornou-se insustentável quando os gregos se decidiram libertar dos turcos, aproveitando a revolta liderada pelo albanês Ali Paxá, que ousou defrontar o poderio turco no início do século XIX (1820). O confronto começou mal para os gregos, com a derrota do príncipe Alexandre Ypsilanti, superada pela vitória da revolta do bispo Germanos (25 de março de 1821) no mosteiro de Aghia Lavra (Peloponeso), seguindo-se a tomada de Missolonghi, Atenas e Tebas. A ofensiva turca foi implacável, no entanto já não conseguia parar os gregos mesmo que estes lidassem com problemas interinos. O patriarca da Igreja de Constantinopla, Gregorius Grego foi enforcado e os revoltosos de Tessalonica, da Macedónia e do Monte Atos esmagados.
O paxá do Egito Mehemet Ali enviou então o seu filho Ibrahim Paxá acompanhado de um arrasador exército para o Peloponeso, com o intuito de apoiar os turcos. Os britânicos, na pessoa do seu primeiro-ministro George Cannig, decidiram contra-atacar, aliando-se à França e à Rússia, que tentaram impor o Tratado de Londres, em 6 de julho de 1827, pelo qual a Grécia seria reconhecida como um estado autónomo sob a soberania da Turquia, protegido por um bloqueio naval constituído pela aliança destes três países, que efetivamente destruiu por completo a frota turca e egípcia na Baía de Navarino a 20 de outubro de 1827.
Do Tratado de Adrianópolis discutido entre a Rússia e a Turquia, e assinado a 14 de setembro de 1829, resultou o reconhecimento da independência da Grécia.

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