Guerra Civil de Castela

O reino de Castela constituiu-se durante o reinado de Fernando I, o Magno (1037), filho de Sancho III de Navarra. Este anexou o reino de Leão e das Astúrias a norte e a oeste, uma parte de Navarra a norte e a sul lutou contra os muçulmanos de Toledo, Saragoça e Sevilha. Quando faleceu em 1065 o reino perdeu a sua unidade e foi repartido entre os seus 3 filhos: Sancho I de Castela, Afonso VI de Leão e Garcia da Galiza.
Vários anos depois, Sancho II consegue reunificar o reino; Afonso VI herdou essa unidade em 1072; sob o seu reinado desenvolveu uma importante civilização urbana e impulsionou-se a reconquista. A 25 de maio de 1085 Afonso entrou em Toledo, cidade que se tornou a capital do reino. Quando morreu, em 1109, passam a reinar Castela Urraca e o seu segundo marido, Afonso I de Aragão. De seguida a Coroa passará para Afonso VII, filho de Urraca e do seu primeiro marido, o conde francês D. Raimundo de Borgonha. A morte de Afonso VII representa o início de um novo período de desunião uma vez que há uma separação entre os tronos de Leão e Castela, governados pelos seus filhos herdeiros, Sancho I e Fernando II que receberam, respetivamente, Castela e Leão, dividindo a coroa. De novo Fernando III reuniu, agora definitivamente, as coroas de Castela e de Leão e prosseguiu com a reconquista. Os seus sucessores retomaram a sua obra de reunificação com guerras frequentes contra a mourama. Pedro IV, o Cruel, odiado pelos seus crimes, não encontrou oposição em Henrique de Transtamara, filho de Afonso XI. Um dos seus sucessores Henrique IV, foi destronado em 1465 pelos seus vassalos que no seu lugar sentaram a sua irmã Isabel, a Católica, que em 1469 casou com Fernando de Aragão. Durante o seu reinado foi conseguida a reunificação de toda a Espanha e a conquista de Granada aos muçulmanos.

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