Guerra dos Emboabas (1707-1709)

A guerra dos Emboabas estalou numa altura em que o Brasil vivia em convulsão, na sequência do processo de passagem do seu estatuto de colónia para o de verdadeiro Estado.
Lentamente foi alcançando uma maior autonomia proporcionada pela evolução individual de cada capitania. Caminhava-se inevitavelmente para uma mais precisa definição de fronteiras que o avanço para o interior do território tornara pouco claras. Nos finais do século XVII e início do século XVIII, as lutas internas de carácter social em cada capitania começaram a ter uma maior expressão, particularmente em territórios fronteiriços. As rebeliões internas eram, acima de tudo, formas de resistência às determinações externas, nomeadamente às veiculadas pelas ordens religiosas presentes nas capitanias.
A ingerência de elementos vindos do exterior, como foi o caso dos emigrantes portugueses que procuravam fazer fortuna em território brasileiro com a exploração do ouro, constituiu motivo para que os mineiros já estabelecidos desencadeassem algumas lutas. A guerra dos Emboabas (emboaba é uma palavra indígena que quer dizer pinto-calçudo, pois os emigrantes portugueses usavam botas altas) caracterizou-se por um conjunto de episódios que ocorreram entre 1707 e 1708 em Minas Gerais, colocando em conflito os colonos paulistas e os recém-chegados portugueses.
Os paulistas não foram bem sucedidos na luta e abandonaram-na. Decorrente destes conflitos foi criada a capitania de São Paulo e Minas e em 1710 foi restabelecida a paz.
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