Guerra dos Mascates (1710) (Pernambuco)
A guerra dos Mascates (mascate quer dizer vendedor ambulante de pequenos objetos e de tecidos) ocorreu em 1710, num período conturbado da História do Brasil, colocando constantemente em confronto colonos e recém-chegados, como já havia acontecido em anos anteriores com a guerra dos Emboabas. As lutas travadas eram geralmente de cariz social decorrentes da exploração económica do território.
Neste caso, as lutas ocorreram em Pernambuco e a razão que esteve na base do conflito foi a tradicional oposição entre colonos e imigrantes. No entanto, o pretexto para um conflito aberto foi as dissensões entre os diversos grupos sociais: mercadores e artífices pertencentes à burguesia contra os nobres, proprietários de plantações de açúcar. Estes últimos, coadjuvados pelo clero, tentaram impedir a participação dos burgueses na Câmara de Olinda. Assim, a burguesia mantinha-se sob a dependência da nobreza latifundiária.
As primeiras escaramuças ocorreram quando o Recife se tornou vila, fruto da sua prosperidade económica. Ao tornar-se independente da cidade de Olinda, provocou de imediato a contestação dos ricos proprietários de plantações. Saliente-se que era no Recife que estavam estabelecidos os portugueses que tinham emigrado recentemente e que rapidamente se tornaram prósperos. Os proprietários, dependentes economicamente dos comerciantes do Recife, entraram na Câmara desta cidade, destruíram o foral, expulsaram o governador régio e obrigaram os comerciantes a destruir os títulos de dívida. Os habitantes do Recife, receosos de uma nova dependência de Olinda, expulsaram aqueles que tinham vindo dessa cidade, o que provocou uma imediata reação da parte dos proprietários, com o levantamento de um cerco à vila.
A guerra durou até 1711, quando a Coroa decidiu intervir colocando à frente dos destinos do Recife um novo governador. A ação resultou na derrota dos proprietários em favor dos burgueses. Os conflitos estenderam-se até 1715.
Neste caso, as lutas ocorreram em Pernambuco e a razão que esteve na base do conflito foi a tradicional oposição entre colonos e imigrantes. No entanto, o pretexto para um conflito aberto foi as dissensões entre os diversos grupos sociais: mercadores e artífices pertencentes à burguesia contra os nobres, proprietários de plantações de açúcar. Estes últimos, coadjuvados pelo clero, tentaram impedir a participação dos burgueses na Câmara de Olinda. Assim, a burguesia mantinha-se sob a dependência da nobreza latifundiária.
As primeiras escaramuças ocorreram quando o Recife se tornou vila, fruto da sua prosperidade económica. Ao tornar-se independente da cidade de Olinda, provocou de imediato a contestação dos ricos proprietários de plantações. Saliente-se que era no Recife que estavam estabelecidos os portugueses que tinham emigrado recentemente e que rapidamente se tornaram prósperos. Os proprietários, dependentes economicamente dos comerciantes do Recife, entraram na Câmara desta cidade, destruíram o foral, expulsaram o governador régio e obrigaram os comerciantes a destruir os títulos de dívida. Os habitantes do Recife, receosos de uma nova dependência de Olinda, expulsaram aqueles que tinham vindo dessa cidade, o que provocou uma imediata reação da parte dos proprietários, com o levantamento de um cerco à vila.
A guerra durou até 1711, quando a Coroa decidiu intervir colocando à frente dos destinos do Recife um novo governador. A ação resultou na derrota dos proprietários em favor dos burgueses. Os conflitos estenderam-se até 1715.
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Como referenciar
Guerra dos Mascates (1710) (Pernambuco) na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$guerra-dos-mascates-(1710)-(pernambuco) [visualizado em 2026-06-06 18:04:32].
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