Guerra no Iraque

A Guerra no Iraque, que decorreu entre 20 de março e 1 de maio de 2003, foi desencadeada pelos Estados Unidos da América com o objetivo de derrubar o regime de Saddam Hussein para assim desarmar o Iraque e libertar o povo iraquiano. Esta foi a justificação dada pelo presidente norte-americano, George W. Bush para o ataque depois de meses de ameaças, motivadas pela alegada posse, por parte do regime iraquiano, de armas de destruição maciça.
Os Estados Unidos da América consideraram que o Iraque era uma grave ameaça à sua segurança e à da região do Médio Oriente e atuaram mesmo sem a aprovação das Nações Unidas. Países como a França, a Alemanha e Rússia opuseram-se a esta ação militar, mas outros como a Inglaterra, a Espanha e Portugal colocaram-se do lado norte-americano. Por todo mundo houve manifestações pela paz envolvendo milhares de pessoas.
A ofensiva militar norte-americana, com o apoio de forças britânicas, começou na madrugada de 20 de março de 2003 com um ataque de mísseis sobre Bagdade. As forças norte-americanas visaram uma zona residencial onde estaria Saddam Hussein e alguns dos seus colaboradores mais próximos. A resposta iraquiana surgiu horas depois com o disparo de mísseis contra tropas norte-americanas estacionadas no Koweit. Ao final do dia 20 de março foi iniciada, a partir do Koweit. a ofensiva terrestre, depois de uma série de ataque aéreos ter aberto o caminho às tropas no terreno. Entretanto, continuavam os ataques com mísseis e bombas de precisão sobre alvos estratégicos de Bagdade e arredores.
Apesar de alguma resistência por parte dos iraquianos, as forças terrestres da coligação norte-americana e inglesa avançaram bastante até terem um abrandamento no dia 25 de março por falta de provisões. A 26 de março foi aberta a frente norte de ataque com a chegada de forças aerotransportadas à região controlada pelos curdos.
Encontrando menor resistência do que a inicialmente prevista, as tropas norte-americanas, a 4 de abril, ocuparam o aeroporto de Bagdade, situado a poucos quilómetros da capital. No dia seguinte, alguns tanques norte-americanos fizeram incursões no centro de Bagdade. A cidade, entretanto, foi cercada e os pontos estratégicos bombardeados com maior intensidade, fazendo diminuir drasticamente a resistência iraquiana. As forças locais ou se rendiam ou desapareciam face à chegada dos ocupantes.
A 9 de abril, o governo de Saddam Hussein perdeu o controlo da capital e os seus principais elementos, incluindo o presidente, desapareceram antes da entrada triunfal das tropas da coligação. Muitos cidadãos saíram à rua para festejar o derrube do regime que estava instalado desde 1979.
Entretanto, começaram pilhagens aos edifícios governamentais e também ao Museu Nacional de Bagdade, de onde foram levadas peças de grande valor histórico.
Os ataques norte-americanos incidiram então sobre Tikrit, terra natal de Saddam Hussein, onde poderia estar refugiado o ditador. Mas quando tomaram a cidade a 13 de abril também não o encontraram.
Os combates mais intensos terminaram aqui mas o presidente norte-americano, George W. Bush, só declarou o final da guerra a 1 de maio.
Saddam Hussein foi dado, na altura, como desaparecido e as tropas da coligação não descobriram as armas de destruição maciça que utilizaram como pretexto para o ataque. Um forte contingente de tropas ficou estacionado no Iraque para assegurar a paz num país que entrou em fase de reconstrução. Mais tarde, a 13 de dezembro de 2003, soldados norte-americanos capturaram Saddam Hussein numa casa perto de Tikrit.
No conflito intervieram 235 mil soldados norte-americanos e 45 mil britânicos, que tinham ao dispor cerca de mil blindados, 1200 aviões, oito porta-aviões e cerca de 90 navios. As forças armadas iraquianas eram compostas por mais de 400 mil homens.
Terão morrido cerca de 150 soldados da coligação, 2300 militares iraquianos e 1250 civis.
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