Guerras Russo-Turcas

Os confrontos entre a Rússia e a Turquia foram bastante frequentes e ocorreram durante um longo período de tempo.
Catarina II (1762-1792) foi o ponto de viragem na história russa. Catarina procurou a glória na política externa e para isso concebeu um plano arrojado: primeiro, recuperar da Polónia as colónias ocidentais; e segundo dominar o Mar Negro e afastar os turcos da Europa. Desejava tomar Constantinopla e colocar o seu segundo neto como imperador do novo império grego. Na sua primeira guerra turca (1768-74) foi derrotada por Rumyantsev e assinou a paz em Kuchuk Kainarji, iniciando-se a "Questão do Oriente" pois a Rússia recebeu o direito de proteger os cristãos turcos. Na segunda guerra russo-turca, teve que se contentar, após as vitórias de Suvorov e do Príncipe Repnin, com a aquisição de Ochakov e a estepe entre o Denièpre e Bug.
Os confrontos com a Turquia reacendem mais tarde com Nicolau I (1825-1855) que em 1828-29, consegue o domínio do Bósforo e dos Dardanelos ao impor o seu protetorado à Turquia. Anos mais tarde, Nicolau provocou um conflito com a Turquia (Guerra da Crimeia) devido à questão do protetorado dos russos sobre os cristãos turcos. Os poderes europeus não aceitavam este protetorado e o monarca viu-se confrontado com Inglaterra e da França, que lhe declararam guerra em 28 de março de 1854. As forças turcas atacaram as tropas avançadas russas a 4 de novembro de 1853. A Rússia saiu derrotada nesta guerra, sendo assinado um tratado em Paris. As oposições entre a Rússia e a Turquia continuariam todavia com outros monarcas.
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