Guerras Zulos

As Guerras Zulos constituem uma série de conflitos nos quais o reino Zulo (do quicongo zulu, «céu») da África do Sul, fundado por Shaka Zulo e governado segundo um sistema militar, foi invadido pelos colonos bóeres ou afrikaners, tomado pelo Império Britânico e por fim dividido e derrotado.
Os bóeres, ou voortrekkers, oriundos da Colónia do Cabo, penetraram em território zulo em 1837, para procurar terras fertéis. No Oeste de Natal tomaram contacto com os colonos ingleses instalados em Port Natal desde 1824. O rei Zulo, Dingan, que assassinara o seu irmão Shaka em 1828, viu-se então confrontado com uma dupla ameaça. O seu primeiro ato foi o extermínio dos bóeres liderados por Piet Retief em 1838, mas os novos colonos conseguiram pouco depois repelir o avanço dos zulos. Na década de 40, Mpande destronou o seu irmão Dingan com a ajuda dos bóeres, mas como este povo se demonstrava sedento de terras procurou manter um relacionamento privilegiado com os ingleses. Durante o reinado de Cetshwayo a posição dos britânicos mudou, pois começaram a unir os estados brancos da África do Sul em confederações, o que conduziu a um confronto com os zulos em 1879.
Entre 1883 e 1884 os zulos entraram numa guerra civil desencadeada pelos ingleses, que em vez de anexarem o seu território dividiram-no em 13 parcelas, e no ano 1888 rebentou uma revolta, que seria depois debelada pelos colonos.
A guerra civil africana arruinou a hipótese do reino Zulo se manter como um reino semi-independente sob proteção britânica. Assim, em 1897, passou a integrar a província do Natal.
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