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Língua Portuguesa
Guimarães Rosa
Formou-se em Medicina em Belo Horizonte mas optou depois pela Diplomacia. Em 1929, ainda estudante, estreou-se no mundo da escrita com quatro contos, Caçador de Camurças, O Mistério de Highmore Hall, Chronos Kai Anagke e Makiné, premiados num concurso promovido por uma revista. Desde então, participou em vários concursos mais e ganhou múltiplos prémios.
Como diplomata, viajou por diversos lugares. Em 1938 foi Cônsul Adjunto em Hamburgo e, durante a Segunda Guerra Mundial, ajudou judeus a escapar à perseguição nazi, feito mais tarde reconhecido pelo governo Israelita. De regresso ao Brasil, embora temporariamente devido à sua profissão, publica o seu primeiro livro Sagarana (1946), que obtém um grande sucesso.
Composto pelo radical germânico "saga" e pelo sufixo tupi "rana", o título simboliza todo o projeto ficcional de Guimarães Rosa: um mundo mítico aliado à criação de uma nova linguagem. Uma linguagem inventiva, fusão do discurso oral do sertão e do português vernáculo. O autor dirá mais tarde que utiliza a palavra "como se ela tivesse acabado de nascer, para limpá-la das impurezas da linguagem quotidiana e reduzi-la a seu sentido original".
Só em 1956 publica Corpo de Baile, uma coletânea de pequenas novelas, e Grande Sertão: Veredas (1956), uma novela verdadeiramente épica, onde, segundo alguns autores, é possível encontrar a estrutura do romance da Demanda do Santo Graal. Uma temática telúrica, de cariz regionalista, de análise da psicologia do sertanejo e de interação entre o homem e a terra a que pertence, eclodiu na visão cósmica de um universo essencialmente religioso.
Escreveu também Primeiras Estórias (1962, contos) e Tutaméia: Terceiras Estórias (1967, contos).
