Harry Belafonte

Artista norte-americano, multifacetado, nascido Harold George Belafonte no bairro do Harlem, em Nova Iorque, a 1 de março de 1927. Aos 8 anos, a sua família mudou-se para a Jamaica, só regressando aos 13 anos. Mas este período que passou na Jamaica viria a ter uma enorme influência na sua música, rendida aos ritmos caribenhos. Trabalhou num teatro, mais tarde como mensageiro, mas sempre cantando em pequenos bares. O seu primeiro disco surgiu em 1955, Calypso, um álbum que teve um êxito surpreendente, sendo o primeiro registo da história da música a vender mais de um milhão de cópias. O single "Banana Boat Song" iniciou a uma onda internacional de popularidade. Até ao princípio dos anos 60 do século XX, Belafonte foi um dos maiores nomes da música norte-americana e um dos artistas que mais vendeu.
O público norte-americano começou por ver Belafonte nos palcos na produção da Broadway "John Murray Anderson's Almanac", uma atuação que lhe valeu o prémio Tony. Daí seguiu para Hollywood, surgindo nos filmes Carmen Jones e Island in the Sun. A sua produção musical para o programa televisivo "Tonight with Harry Belafonte" tornou-o no primeiro afro-americano a ser galardoado com um prémio Emmy. Mais tarde, surgiu nos filmes White Man's Burden, com John Travolta, e em Kansas City, uma produção de Robert Altman.
Mas, além do mundo artístico, Belafonte sempre lutou pelos direitos humanos. Foi assessor cultural nos Corpos da Paz, nomeado pelo presidente Kennedy, levando a que fosse pioneiro no movimento pelos direitos civis. Organizou uma reunião de 45 dos mais famosos artistas musicais, em 1985, para cantar "We are the World", projeto que angariou vários milhões de dólares para ajudar o povo africano. Entre as condecorações que recebeu, destacam-se a Medalha Dag Hammarskjold, na Bélgica, e o Prémio da Paz da Não violência "Martin Luther King", em 1982. Em dezembro de 1999, foi homenageado pelas Nações Unidas pela sua luta, recebendo a Estátua de Prata da Unicef para assinalar os 10 anos de Embaixador da Boa Vontade da mesma instituição.
Em outubro de 1994, os Estados Unidos condecoraram Belafonte com a Medalha Nacional das Artes, outorgada pelo presidente Clinton.
Continuou dedicando toda a sua vida à luta contra a fome em África, viajando, indo de encontro aos focos problemáticos, participando em cimeiras, reuniões, debates e conferências. Foi condecorado com inúmeros prémios e medalhas como reconhecimento de todo um percurso, de uma carreira.
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