Heinrich Heine

Poeta e jornalista alemão, nascido em 1797 e falecido em 1856, tornou-se conhecido internacionalmente logo após a publicação de Buch der Lieder (1827), a sua primeira obra.
Emigrou por razões políticas para França, onde passou a residir, a partir de 1831, em Paris. Conviveu com Victor Hugo, Alfred de Vigny, Théophile Gautier e George Sand, entre outros, cultivando um lirismo fantástico, por vezes de tendência humorística e satânica. Trabalhou como correspondente de jornais alemães, enquanto tentava realizar um trabalho de mediação entre as culturas francesa e alemã. Entretanto, Heine foi considerado subversivo na Alemanha, o que muito afetou a sua reputação literária.
A receção literária da obra de Heine em Portugal, no período romântico, fez-se através de José Gomes Monteiro, que incluiu traduções de Heine nos Ecos da Lira Teutónica (1848), Lopes de Mendonça, que traduziu algumas composições do Intermezzo e de Die Nordsee , a partir de versão francesa, Joaquim de Almeida da Cunha, que traduziu o Intermezzo e Die Grenadiere (1862), e revistas como O Panorama e A Grinalda . Heine viria a exercer uma influência considerável sobre a geração coimbrã (veja-se a "Introdução" de Jaime Batalha Reis às Prosas Bárbaras , de Eça de Queirós), muito graças às traduções francesas de várias das suas obras, já acessíveis ao tempo, influenciando a poesia de Antero de Quental e a primeira fase da vida literária de Eça de Queirós, e concorrendo para a composição da figura do poeta fictício Carlos Fradique Mendes.

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