Heknet

Era na mitologia egípcia a deusa que protegia os mortos (chamada Mãe dos Mortos), tendo por isso uma grande representação nas pinturas dos túmulos (aparecendo nos sarcófagos em Abido como renovadora da vida de Osíris). Era também a deusa do nascimento. O facto de ser identificada com dois fenómenos contraditórios prende-se com a crença egípcia de que haveria um renascimento após a morte, daí que os melhores pertences de cada pessoa e até servos e familiares das personalidades de estirpe mais alta fossem sepultados com o corpo.
Era a filha de Rê, sendo cognominada o Olho de Rê e casada com Khnum. Podia também ser chamada Heqet ou Heket e acreditava-se inicialmente que com Shu tinha sido a mãe dos deuses. Aparece também como uma divindade venerada com Khnum em Heruer, sendo os deuses criadores que moldavam o homem a partir do barro (Khnum) e lhe insuflavam vida (Heknet). Explica-se assim que as mulheres prestes a dar à luz usavam um amuleto com a representação da deusa.
A sua representação habitual é a de uma mulher com cabeça de sapo ou mesmo só um sapo. Este animal simbolizava a fertilidade e a vida, pois anualmente uma praga deles invadia as margens do Nilo depois das enchentes, que proporcionavam água e resíduos favoráveis à agricultura.
A cidade de Antínoo foi, a par de Abido, um dos centros mais importantes de veneração a esta deusa.
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