Helen Hayes

Atriz norte-americana nascida em 10 de outubro de 1900, em Washington, e falecida em 17 de março de 1993, em Nova Iorque. Começou a atuar nos palcos com apenas cinco anos de idade e, aos nove anos, já fazia aparições na Broadway. A sua estreia cinematográfica fez-se em 1917, na fita The Weavers of Life. No início dos anos 20, era já uma atriz teatral consagrada, destacando-se quer no género dramático quer no cómico. Em 1928, casou-se com o dramaturgo Charles MacArthur que escreveria o argumento do filme que daria a Helen o Óscar para Melhor Atriz: The Sin of Madelon Claudet (O Pecado de Madelon Claudet, 1931), onde desempenhou o papel duma mulher que tudo sacrifica para que o seu filho tenha uma boa vida. Seguiram-se títulos como Arrowsmith (1931), A Farewell to Arms (Adeus Às Armas, 1932) e Night Flight (Voo Noturno, 1933). Quando, em 1934, a MGM decidiu rescindir o seu contrato, alegando que não possuía o sex-appeal necessário para uma vedeta, a atriz voltou aos palcos onde permaneceria nas três décadas seguintes, merecendo o epíteto de «Grande Dama do Teatro Americano». A comprová-lo estão os dois Tonys que venceu em 1947 e 1958. Entre 1935 e 1956, só voltaria ao cinema por duas ocasiões e, numa delas, numa prestação memorável em Anastasia (Anastásia, 1956) no papel de Imperatriz-Mãe. Venceu novamente o Óscar, desta vez na categoria de Melhor Atriz Secundária pelo seu desempenho como passageira clandestina em Airport (Aeroporto, 1970). Em 1971, uma alergia ao pó fê-la retirar-se dos palcos, tendo trabalhado daí para a frente em televisão, especialmente em telefilmes, onde desempenhou a imortal detetive Miss Marple criada por Agatha Christie.
Como referenciar: Porto Editora – Helen Hayes na Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora. [consult. 2021-08-02 19:49:33]. Disponível em