Henri Lefebvre

Sociólogo francês, Henri Lefebvre nasceu em junho de 1901, em Hagetmau, França, e faleceu a 29 de junho de 1991. Lefebvre abrangeu várias áreas de estudo e tem sido destacado como intérprete do pensamento de Marx, estudioso da vivência das cidades e da sociologia rural. Ressaltou a importância do carácter histórico das ideias de Marx acerca da influência do fator económico na história. As suas teses no âmbito da sociologia urbana salientam a ação das forças produtivas sobre o espaço físico. Introduziu os conceitos de espaço "percebido" (perçu), "concebido" (conçu) e "vivido" (vécu). O primeiro corresponde à "prática espacial", que assegura a continuidade numa relativa coesão. A prática espacial é diferente conforme os conjuntos espaciais próprios de cada formação social. O segundo diz respeito às "representações do espaço" pois o espaço é concebido de acordo com representações sociais que exercem na sociedade a sua influência. Finalmente, o espaço vivido refere-se aos "espaços de representação". É o espaço dos habitantes, dos utentes, que tentam apropriar o espaço pelas imagens e símbolos que o acompanham.
H. Lefebvre propôs uma crítica da vida quotidiana. A vida quotidiana corresponde à vida privada, que é única mas ao mesmo tempo é semelhante à de todos os outros indivíduos. Lefebvre sugere a revelação das lacunas dessa realidade quotidiana a partir dos valores que a realidade apresenta como possíveis.
Opôs-se ao estruturalismo marxista de autores como Levi-Strauss, M. Foucault e L. Althusser.
Desempenhou um papel de relevo nos acontecimentos de maio de 1968 em França, no qual viu um movimento de libertação social de estudantes vítimas de alienação social e intelectual.
Obras Principais:
1966, Sociologie de Marx
1968, Le Droit à la Ville
1970, La Révolution Urbaine
1971, La Fin de l'Histoire
1981, La Production de l'Espace
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