Henry Adams

Escritor e historiador norte-americano, Henry Brooks Adams nasceu a 16 de fevereiro de 1838, em Boston, no estado do Massachusetts. Descendente de uma linhagem de políticos, era neto de dois presidentes norte-americanos. Partiu da mansão do avô para a Universidade de Harvard em 1854, onde começou a colaborar nos periódicos universitários, e a participar em atividades teatrais. Obtendo o seu diploma em 1858, zarpou do continente americano para empreender, juntamente com os colegas de curso, o ano sabático destinado à Europa pela tradição do seu país.
Desembarcando no porto de Liverpool ao fim de dez dias de mar, compareceu na Alemanha na quinzena seguinte, matriculando-se como estudante de Direito Civil na Universidade de Berlim.
Mantendo um diário, viaja entre 1860 e 1861, pela Áustria, Suíça e Itália onde chegou a conhecer o herói da Unificação Italiana depois deste ter sido aprisionado pelas tropas de Bourbon. Colaborando como correspondente para o Boston Daily Courrier, abandona o país e atravessa o Atlântico em França. De volta a Massasuchetts, assume as funções de secretário particular do pai, que havia sido recentemente reeleito congressista. E, quando este foi nomeado por Abraham Lincoln embaixador na Grã-Bretanha, Adams acompanhou-o. Desempenhou um papel fundamental quando, na qualidade de correspondente londrino do New York Times, tratou de descrever a reação do público britânico aos acontecimentos da Guerra de Secessão. Foi também nesse ano de 1862 recebido em audiência pelo rei da Dinamarca, enviado especialmente pelo seu pai.
Tornou-se professor catedrático na Universidade de Harvard em 1870, mantendo entretanto a sua carreira, iniciada três anos antes, no North American Review. Casou em 1872, em 1877 abandonou a cadeira para se dedicar inteiramente à escrita e, em 1885, logo após o suicídio da esposa por envenenamento, partiu de novo em viagem, visitando lugares tão diferentes quanto o Japão, as Ilhas Fiji, o Ceilão, a Austrália, Samoa e Cuba.
Regressando via Europa, Adams publicou Mont Saint-Michel and Chartres (1913), em que apresentava a visão da Virgem e do Dínamo, confessando a sua admiração pela arte e a civilização da Idade Média na Europa. Possuidor de um Mercedes-Benz em 1902, escreveu numa carta destinada a uma sobrinha que a sua ideia de paraíso como sendo "um automóvel perfeito rodando a cinquenta quilómetros por hora numa estrada macia em direção a uma catedral [sic] do século XII."
Faleceu a 27 de março de 1918, em Washington. Logo após a sua morte foram publicadas duas obras, The Education Of Henry Adams (1918), a mais célebre, galardoada com um Prémio Pulitzer a título póstumo, e The Degradation Of The Democratic Dogma (1919).
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