hepáticas

As hepáticas (Hepatophyta) são uma divisão de plantas briófitas e inclui mais de 9000 espécies. O seu nome foi atribuído na Idade Média e deve-se ao facto de em alguns géneros o gametófito ter uma forma lobada semelhante ao fígado. São, normalmente, plantas pequenas.
O gametófito das hepáticas, ao contrário do dos musgos, desenvolve-se a partir do esporo sem que se forme um protonema. Pode ter a forma de talo, geralmente lamelar, desenvolvendo-se a partir de um meristema apical, mas na maioria das espécies, é folhoso, formando-se a partir de uma célula apical simples. Nas hepáticas folhosas, o gametófito diferencia-se em cauloide e filídios,
Caracteristicamente, as hepáticas não têm estomas, embora em algumas espécies existam poros na epiderme, mas sem verdadeiras células-guarda. As hepáticas podem ter rizoides, que são unicelulares e desprovidos de clorofila.
A fase esporófita é reduzida nas hepáticas. Os esporófitos são, geralmente, menos complexos que os dos musgos. Surgem como estruturas simples ou podem diferenciar-se em pé, seda e cápsula (sem columela). São hepáticas, por exemplo, as plantas dos géneros Riccia, Marchantia, Ricciocarpus, Lunularia, etc.
As hepáticas desenvolvem-se em habitats terrestres húmidos, sendo algumas aquáticas. São abundantes nas zonas tropicais e subtropicais, em regiões muito chuvosas ou com grande teor de humidade. Contudo, também se encontram em grande número nas zonas temperadas.
Como referenciar: hepáticas in Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2020. [consult. 2020-05-26 20:18:41]. Disponível na Internet: