hipismo

Desde sempre o homem utilizou o cavalo em trabalhos no campo e foi desta "relação laboral" que nasceu o hipismo por volta de 1500. Apesar de existirem muito poucos dados sobre as suas origens, é geralmente aceite a versão do lavrador. Este, ao constatar que à terça-feira, depois do dia de descanso, o cavalo não tinha tanto rendimento, percebeu que o cavalo não devia parar e que precisava de manutenção para manter a sua condição física. Estavam formadas as bases do hipismo, praticado principalmente nos países do Norte da Europa, onde os cavalos eram mais utilizados.
A federação Equestre Portuguesa foi fundada em 1927.
Do hipismo fazem parte três disciplinas olímpicas - salto de obstáculos, ensino e concurso completo de cavalos - e ainda raides (uma prova de resistência equestre), horseball e atrelagem (carroças puxadas por cavalos). A provas mais famosas e mediáticas são as de salto de obstáculos. Nas competições individuais (categoria A), nas finais e tradicionais, existem 12 obstáculos, a uma altura máxima de 1,20 metros, e o percurso é de 350 a 400 metros. Nas semi-finais o percurso é igualmente de 350 metros, mas há apenas nove obstáculos e a sua altura máxima é de 1,10 metros. Nas competições por equipas, disputadas por três cavalos por equipa, existem nove obstáculos para um percurso de 3x350 metros. Num percurso de 12 obstáculos deverá existir um composto de dois obstáculos (duplo) um composto de três obstáculos (triplo); num percurso de nove obstáculos deverá existir, ou um duplo, ou um triplo. Quanto à competição por equipas não pode haver compostos.
Portugal já conquistou por três vezes uma medalha olímpica de bronze. A primeira foi em 1924, nos Jogos Olímpicos de Paris, oito anos depois, também na disciplina de obstáculos, veio a consagração em Berlim e, finalmente, em 1948, nas olimpíadas de Londres, os cavaleiros e os cavalos portugueses foram medalhados pela última vez com o bronze, na modalidade de ensino. Ainda assim, Portugal obteve o 4º lugar por equipas no Concurso Completo de Equitação em Helsínquia, em 1952, e no palmarés nacional, figuram igualmente as classificações individuais de Henrique Calado, em Helsínquia, em 1956, que ficou em 7.o lugar em obstáculos, de Reymão Nogueira, em Roma, em 1960, com o 10.oº lugar em ensino e de Duarte Silva, em Tóquio, em 1964, com um 5.o lugar em obstáculos.
O hipismo português tinha naquela altura uma das melhores escolas equestres de base militar do mundo, mas entrou depois em estagnação. Os dois melhores cavaleiros portugueses da atualidade na disciplina olímpica de ostáculos são o Miguel Bravo (119.o lugar do ranking mundial de obstáculos da Federação Equestre Internacional - FEI) e o Miguel Faria Leal (220.o lugar do ranking mundial de obstáculos da FEI) e vivem fora do País, na Irlanda e em França, respetivamente. É que os cavalos lusitanos, apesar de serem muito requisitados em feiras internacionais, são muito duros e pouco hábeis para o salto de obstáculos. No ranking mundial de raides estão também presentes alguns cavaleiros portugueses.
Recentemente foi introduzida em Portugal uma variante do hipismo, a hipoterapia, ou equitação adaptada, que se destina ao tratamento de deficientes físicos ou mentais, através do contacto com os cavalos.
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