Holly Hunter

Atriz norte-americana, Holly Hunter nasceu a 20 de março de 1958 na pequena cidade de Conyers, no estado da Georgia. Juntamente com os seus seis irmãos, foi educada numa grande quinta e desde cedo revelou aptidões para a interpretação, tendo representado em diversas peças escolares. Com o apoio dos pais, partiu, em 1976, para Pittsburgh, a fim de frequentar o curso de Artes Dramáticas da Universidade local. Já licenciada, viajou para Nova Iorque em 1980, onde conheceu a dramaturga Beth Henley, que a convidou para interpretar algumas das suas peças na Broadway. A sua estreia cinematográfica foi discreta, tendo obtido apenas uma fala no filme de terror The Burning (1981). No ano seguinte, partiu para Los Angeles, mas, nos primeiros anos, pouco mais alcançou que desempenhos secundários em telefilmes e no filme Swing Shift (Amor em Perigo, 1984). O seu primeiro trabalho como protagonista foi em Raising Arizona (Arizona Júnior, 1987), dos irmãos Coen, onde desempenhou o papel de uma mulher-polícia que se apaixona por um delinquente frustrado. O realizador James L. Brooks ficou surpreendido com a sua prestação e convidou-a para substituir Debra Winger no papel de Jane Craig em Broadcast News (Edição Especial, 1987). O seu papel de neurótica produtora televisiva viciada no trabalho valeu-lhe uma nomeação para o Óscar de Melhor Atriz. A partir daí, Hunter começou a desempenhar sucessivamente o papel de protagonista de grandes produções. Fez par romântico com Richard Dreyfuss em Always (Sempre, 1989), de Steven Spielberg, na pele de uma mulher que é perseguida pelo fantasma do seu namorado, morto num acidente de aviação. Em 1989, venceu um Emmy pelo seu trabalho no telefilme Roe Vs Wade (1989), onde desempenhou Ellen Russell, uma mulher que é condenada por fazer um aborto ilegal. Em seguida, acumulou alguns fracassos de bilheteira como Animal Behavior (1989) e Once Around (O Intruso Adorável, 1991). O ano de 1993 viria a ser o seu ano dourado, entrando para o quadro restrito das atrizes com duas nomeações, no mesmo ano, para Óscar. Foi nomeada para a categoria de Melhor Atriz Secundária, pelo seu desempenho em The Firm (A Firma, 1993), onde deu vida a uma secretária que denuncia o assassinato do seu patrão e amante (Gary Busey). Venceu o Óscar, mas na categoria principal pelo seu inesquecível desempenho de Ada, uma viúva surda-muda que se instala com a sua filha (Anna Paquin) numa plantação neo-zelandesa em The Piano (O Piano, 1993). O empenho com que se dedicou à personagem, recusando dobragem nas cenas de sexo e tendo mesmo aulas de piano para interpretar ela própria as cenas musicais, valeu-lhe o justo galardão. A partir daí, teve desempenhos significativos em títulos como Copycat (Cópia Mortal, 1995), Crash (1996) de David Cronenberg, Living Out Loud (O Jogo da Sedução, 1998) e O Brother, Where Art Thou? (Irmão, Onde Estás?, 2000). Após várias participações em séries e filmes televisivos, Holly Hunter volta à grande tela em Moonlight Mile (Sonhos Desfeitos, 2002), de Brad Silberling, e em Thirteen (Treze - Inocência Perdida, 2003), filme assinado por Catherine Hardwicke e que lhe valeu nova nomeação para Óscar, desta vez na categoria de Melhor Atriz Secundária.
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