holoturídeos

Num filo como o dos equinodermes caracterizado por estranhos animais, a classe dos holoturídeos é constituída por membros que estruturalmente e fisiologicamente estão entre os mais estranhos.
Estes animais têm uma marcada semelhança com o fruto do pepineiro, daí o serem designados, muitas vezes, por pepinos-do-mar. Comparados com os outros equinodermes e holoturídeos, têm a cobertura do corpo coriácio e são grandemente alongados segundo o eixo oral-aboral e só contêm ossículos calcários microscópicos. Os géneros Cucumacia e Thyon são exemplos mais vulgares. A boca anterior está rodeada por dez a trinta tentáculos retrácteis, comparáveis aos pés ambulacrários orais dos outros equinodermes. O lado ventral tem tipicamente três zonas de pés ambulacrários com ventosas, que servem para a locomoção.
Algumas espécies como a Pelagothmia, que nada livremente, são uma exceção pois flutua com a ajuda de uma membrana e papilas de suporte. A maior parte deslocam-se no fundo do mar ou escavam o lodo superficial ou a areia mantendo só os extremos do corpo à superfície. Se forem atacadas contraem-se lentamente. Alimentam-se de substâncias orgânicas contidas nos detritos do fundo que levam à boca ou de plâncton colhido com o muco que recobre os tentáculos.
No interior ou exterior das holotúrias vivem vários comensais, ou parasitas, entre os quais um anelídeo e um caranguejo, e nos trópicos um peixe do género Carapus, que habita na cloaca mas sai para comer.
Como referenciar: Porto Editora – holoturídeos na Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora. [consult. 2022-01-16 23:21:25]. Disponível em