Honório

Imperador romano do Ocidente (fins séc. IV-423 d. C.), reinou entre 395 e 423. Pertencia à Casa de Teodósio, de quem era filho. Flávio Honório foi proclamado Augusto com apenas oito anos de idade por seu pai, Teodósio I, ao qual sucederá como imperador do ocidente em janeiro de 395. No entanto, o governo de Honório esteve até 408 nas mãos de (Flávio) Estilicão, magister peditum de origem vândala, que lhe deu para sua mulher a filha. Estilicão, uma figura não romana protegida por Teodósio, ao pretender controlar e conduzir também a política de Arcádio, irmão mais velho de Honório, acabou por criar uma "guerra fria" entre o Oriente e o Ocidente.
No Ocidente, sofreu-se um duríssimo golpe com a incursão bárbara na Gália e na Hispânia e com o estabelecimento em Arles da corte do usurpador Constantino III (407-411). Entretanto, em 410, a Bretanha (Inglaterra) era abandonada pelas tropas imperiais. Mas também a Itália vivia sobressaltada: de facto, a invasão de Alarico forçou Honório e a sua corte a refugiarem-se em Ravena, cidade entre pântanos e o Adriático e de boas defesas, que se torna assim a nova capital do Império Romano do Ocidente. Roma não era mais uma cidade segura.
Graças aos esforços do novo comandante-chefe, Constâncio III, Honório recuperou grande parte da Gália e da Hispânia e firmou com os Visigodos um acordo que lhes concedia o estabelecimento de um reino na Aquitânia (418). Em seguida, em 421, entrou em litígio com a viúva de Constâncio, a sua famosa meia-irmã Gala Placídia, que foi constrangida a fugir para Constantinopla. Honório acabou por morrer sem deixar descendência em 15 de agosto de 423.
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