Hugo Chávez

Político e governante venezuelano, Hugo Rafael Chávez Frias nasceu a 28 de julho de 1954, em Sabaneta, no estado de Barinas e faleceu 5 de março de 2013, em Caracas.

Aos 17 anos, entrou para a Academia Militar da Venezuela e, quatro anos depois, formou-se como subtenente de artilharia e especialista em Ciências e Artes Militares no ramo de Engenharia.
A 17 de dezembro de 1982 foi um dos fundadores, juntamente com outros jovens oficiais, do Movimento Bolivariano Revolucionário 200 (MBR-200) em alusão ao bicentenário do Libertador Símon Bolívar. Tratava-se de um grupo de reflexão destinado a estudar o pensamento de Bolívar e a discutir o estado da nação.

Em julho de 1991, subiu a tenente-coronel e assumiu o comando de uma Brigada Paraquedista, numa altura em que a Venezuela atravessava uma grave crise económica e social. Chávez e alguns companheiros quiseram aproveitar esta situação de descontentamento contra a classe política para levar a cabo um golpe de estado chamado Operação Ezequiel Zamora. Na noite de 3 de fevereiro de 1992, trezentos elementos da brigada de Chávez cercaram a residência presidencial e o aeroporto em Caracas, enquanto outras brigadas ocuparam mais pontos estratégicos. Mas o presidente Carlos Andrés Péres Rodriguez anunciou que o golpe tinha falhado, após a morte de 19 militares e a detenção de cerca de mil.

De qualquer forma, a tentativa de golpe de estado foi recebida com agrado por uma grande parte da população, o que fez subir a popularidade de Hugo Chávez. Este acabou por ser preso por rebeldia.

A 26 de março de 1994, já sob a soberania de um novo presidente, Rafael Caldera Rodríguez, Chávez foi libertado mas ao mesmo tempo afastado das Forças Armadas. Passou então a dedicar-se em exclusivo à política. Com os companheiros do golpe de 1992 e com militantes de partidos da esquerda formou o Movimento V República (MVR), uma frente política destinada a derrotar a velha classe política.

Nas eleições legislativas de novembro de 1998, o MVR foi o segundo partido mais votado na Venezuela, atrás da Ação Democrática. Este bom desempenho foi fundamental para que nas eleições presidenciais disputadas no seguinte mês de dezembro Hugo Chavéz alcançasse uma expressiva vitória. Chávez concorreu à frente de uma coligação de partidos de esquerda e conquistou principalmente votos entre os mais desfavorecidos graças a um discurso populista.

Hugo Chávez tomou posse como presidente da Venezuela a 2 de fevereiro de 1999. Declarou logo o estado de emergência social no país, solicitou poderes excecionais para levar a cabo um plano de reformas económicas e convocou um referendo para dissolver o Congresso e eleger a Assembleia Constituinte.

Após a instauração de uma série de modificações no sistema político venezuelano, a 25 de maio, Chávez destituiu-se da presidência para voltar a concorrer e a vencer no dia 30 de julho. A 19 de agosto tomou posse novamente, desta vez para um mandato de seis anos.

No entanto, a Venezuela acabou por entrar numa nova crise económica e social, o que levou ao surgimento de muita contestação, tanto popular como da parte de militares descontentes com a situação pouco democrática que se vivia no país. Em 2002, começou a ser pedida, por vários setores, a destituição do presidente. Sucederam-se manifestações e numa delas, a 11 de abril de 2002, houve confrontos entre opositores e defensores de Chávez, no decurso dos quais morreram cerca de 20 pessoas.

No dia seguinte, Chávez acabou por perder o poder para as mãos de uma junta militar. Pedro Carmona Estanga tomou posse ainda a 12 de abril e passou a dirigir um governo de transição formado por militares e civis. No entanto, uma série de divergências internas entre os novos governantes da Venezuela originaram uma nova crise que levou ao afastamento de Estanga logo no dia seguinte.

Tomou então posse Diosdado Cabello Rondón, mas, no dia seguinte, 14 de abril, Chávez, que havia saído do país, regressou e era esperado por centenas de milhar de apoiantes. Cabello Rondón acabou por lhe entregar o poder. Dirigindo-se ao país, Hugo Chávez optou por um discurso de união e conciliação. Em 2006 foi reeleito presidente, com a maioria dos votos.
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