Idi Amin

Presidente do Uganda, entre 1971 e 1979, de nome completo Idi Amin Dada, nascido em 1925, em Kokobo, de pais muçulmanos, membros da pequena tribo Kakwa. Entrou para o exército britânico em 1946. Quando foi proclamada a independência do Uganda em 1962, era um dos dois únicos oficiais das recém-criadas forças militares do novo país. Apoiou desde o início o presidente Milton Obote. A habilidade demonstrada levou-o a subir rapidamente na hierarquia militar; promovido a general, foi designado comandante das forças armadas em 1968 conseguindo importantes apoios que rapidamente utilizaria em proveito pessoal. Em janeiro de 1971 liderou um golpe militar que derrubou Obote. Como presidente, Amin tornou-se um ditador e um tirano e apoiou diversas organizações terroristas; neste aspeto foi célebre o acolhimento dado a um comando árabe que desviou um avião israelita para o Uganda e que culminou no raid em Entebe. Outros atos ficaram célebres no anedotário político internacional: auto-intitulava-se "doutor/marechal/presidente", atribuindo à sua própria pessoa uma constelação de condecorações ugandesas e estrangeiras. As suas ações violentas e sanguinárias deixaram o país num estado de terror permanente. Em 1972, ordenou a expulsão do país dos não-africanos, especialmente asiáticos, e nacionalizou diversas companhias estrangeiras. Calcula-se que durante o seu governo terão sido mortos cerca de 300 mil ugandeses.
Faleceu a 16 de agosto de 2003, na Arábia Saudita.
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