Ieoh Ming Pei

Arquiteto norte-americano nascido em 1917, na China. Parte em 1935 para os Estados Unidos para estudar Arquitetura no MIT -Massachusetts Institute of Technology, onde se forma em 1940. No mesmo ano segue para a Harvard Graduate School of Design, onde conclui o mestrado em 1946.
Inicia a sua atividade profissional nesta última escola, onde leciona até 1948, altura em que se torna diretor de Arquitetura da empresa Webb and Knap, cargo que ocupa até 1961. Em 1955, funda a empresa I. M. Pei & Associates, que passou a chamar-se I. M. Pei & Partners, em 1966, mudando finalmente para Pei, Cobb, Free & Partners, em 1989.
Desde essa altura é responsável por numerosos projetos em todo o Mundo, donde se destacam o East Building of the National Gallery of Art, em Washington Overseas Chinese Banking Corporation Centre (OCBC), e a mais visível das suas obras, o Museu do Louvre, em Paris, onde a pirâmide de vidro que antecede o edifício clássico preexistente se tornou num símbolo que atualmente identifica o famoso museu. A sua arquitetura, como expressão, reproduz formas e matérias que remetem para os mestres do Modernismo, com Walter Gropius ou Mies van der Rohe, à qual não será estranha a sua formação no MIT, de que Mies foi grande impulsionador. Do mesmo modo, ao manter-se à margem dos movimentos artísticos que vão marcando a passagem dos tempos, reforça a sua crença no Movimento Moderno e na necessidade de estabelecer uma continuidade da linguagem por si utilizada, no refinar daquilo que ao longo do tempo deixa de ser "novo" para se tornar já em algo corrente, e, de certo modo, tradicional no campo da arte atual. O uso de formas e expressões de materiais que assentam essencialmente em desenhos geométricos consumados através de vidro, betão, pedra e aço, ao invés de se tentarem demarcar, reforçam por isso uma imagem que, por ser comum (mas nunca banal), faz uma ligação entre o conceito de arquitetura enquanto movimento artístico e as necessidades comerciais que são inerentes à própria atividade arquitetónica.
A sua obra mais conhecida, a Pirâmide do Museu do Louvre, retoma estes valores, ao assumir-se como uma forma pura que, contrastando claramente com o corpo do museu propriamente dito, exerce a sua função de porta do mesmo sem se sobrepor ou pretender constituir uma referência maior do que o edifício centenário, por intermédio de uma construção em ferro e vidro que emite valores de transparência e leveza a uma forma piramidal, que de outro modo seria impositiva pelas suas dimensões.
Pelo conjunto arquitetónico concebido no decorrer da sua carreira, Ieoh Ming Pei recebeu em 1983 o Prémio Pritzker, considerado por muitos como um Nobel da Arquitetura.

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