Igreja da Boa Nova
Nos arredores da vila alentejana de Terena situa-se a magnífica Igreja da Boa Nova, edificada nos meados do século XIV e que contém um carácter muito acentuado de igreja-fortaleza.
Provavelmente, este templo foi construído após a Batalha do Salado (1340) e por devoção de D. Maria, filha de D. Afonso IV e mulher de Afonso XI de Castela, sendo este santuário entregue à Ordem de Avis.
De planta centrada, o templo é marcado exteriormente pelo seu perfil de arquitetura militar, apenas suavizado por um pequeno campanário posterior, obra barroca possivelmente erguida em 1700. Os cunhais de cada um dos flancos são reforçados por contrafortes. Toda a cimalha do templo é resguardada por ameias piramidais, enquanto quatro balcões ameiados e com mata-cães, decorados com relevos das armas reais, resguardam três das quatro portas góticas do templo. Os muros exteriores possuem apenas pequenas frestas de diversos tamanhos.
O interior do templo é simples e os quatro braços da cruz grega estão cobertos por abóbadas de berço quebrado, reforçadas por ogivais arcos torais e formando ogivas de cruzaria sobre o cruzeiro. Os arcos da cobertura repousam sobre meias-colunas capitelizadas e adossadas às paredes. Estas têm pinturas populares com estuques, obra menor deste século e que copia modelos do século XIX. Nos espaços dos braços laterais encontram-se diversos retábulos de talha dourada barroca.
No entanto, a melhor composição de talha dourada encontra-se no interior da capela-mor, bem assim como as pinturas murais setecentista (1706) que preenchem a abóbada e as paredes da ousia, alusivas a passagens do apocalipse de S. João, Santas Úrsula e Águeda e ainda figurando oito monarcas nacionais, desde o Conde D. Henrique até Afonso IV.
O soberbo retábulo-mor maneirista do século XVI é preenchido, nos seus diversos andares moldurados, com cinco tábuas de madeira da segunda metade do século XVI - provavelmente obra do pintor eborense Francisco Campos e que narram episódios da vida de Cristo e da Virgem. Ao centro do retábulo, abrigada numa maquinete dourada, está a setecentista escultura setecentista de madeira de N. Sra. da Boa Nova, imagem de enorme devoção local.
O santuário de N. Sra. da Boa Nova de Terena foi classificado em 1910 como Monumento Nacional (M.N.).
Provavelmente, este templo foi construído após a Batalha do Salado (1340) e por devoção de D. Maria, filha de D. Afonso IV e mulher de Afonso XI de Castela, sendo este santuário entregue à Ordem de Avis.
De planta centrada, o templo é marcado exteriormente pelo seu perfil de arquitetura militar, apenas suavizado por um pequeno campanário posterior, obra barroca possivelmente erguida em 1700. Os cunhais de cada um dos flancos são reforçados por contrafortes. Toda a cimalha do templo é resguardada por ameias piramidais, enquanto quatro balcões ameiados e com mata-cães, decorados com relevos das armas reais, resguardam três das quatro portas góticas do templo. Os muros exteriores possuem apenas pequenas frestas de diversos tamanhos.
O interior do templo é simples e os quatro braços da cruz grega estão cobertos por abóbadas de berço quebrado, reforçadas por ogivais arcos torais e formando ogivas de cruzaria sobre o cruzeiro. Os arcos da cobertura repousam sobre meias-colunas capitelizadas e adossadas às paredes. Estas têm pinturas populares com estuques, obra menor deste século e que copia modelos do século XIX. Nos espaços dos braços laterais encontram-se diversos retábulos de talha dourada barroca.
No entanto, a melhor composição de talha dourada encontra-se no interior da capela-mor, bem assim como as pinturas murais setecentista (1706) que preenchem a abóbada e as paredes da ousia, alusivas a passagens do apocalipse de S. João, Santas Úrsula e Águeda e ainda figurando oito monarcas nacionais, desde o Conde D. Henrique até Afonso IV.
O soberbo retábulo-mor maneirista do século XVI é preenchido, nos seus diversos andares moldurados, com cinco tábuas de madeira da segunda metade do século XVI - provavelmente obra do pintor eborense Francisco Campos e que narram episódios da vida de Cristo e da Virgem. Ao centro do retábulo, abrigada numa maquinete dourada, está a setecentista escultura setecentista de madeira de N. Sra. da Boa Nova, imagem de enorme devoção local.
O santuário de N. Sra. da Boa Nova de Terena foi classificado em 1910 como Monumento Nacional (M.N.).
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Como referenciar
Igreja da Boa Nova na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$igreja-da-boa-nova [visualizado em 2026-06-17 13:54:51].
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