Igreja da Misericórdia de Ferreira do Alentejo
Provavelmente fundada no primeiro quartel do século XVI, durante o reinado de D. Manuel I, a igreja da Misericórdia de Ferreira do Alentejo funcionaria inicialmente na antiga Ermida da Confraria do Espírito Santo.
A construção da atual igreja foi iniciada entre os anos de 1595 e 1598 e estendeu-se pelo século seguinte, enquanto parte das suas dependências, como a zona hospitalar, apenas seriam edificadas no século XVIII.
O prospeto da fachada da igreja é modesto. Na sua frontaria, dos inícios do século XVII, foram incorporados alguns elementos arquitetónicos da manuelina Ermida do Espírito Santo, resultando num interessante contraste artístico.
Assim, a frontaria é rasgada por um belo portal nobre da época manuelina (primeiro quartel do século XVI), composto por arco de querena cordiforme que assenta em movimentadas colunas torsas e com capitéis antropomórficos. A parte superior apresenta uma janela de linhas retas, terminando a empena com um frontão triangular. Um pequeno campanário eleva-se de um terraço superior, estando este protegido por um gradeamento de grelha e encimado por pináculos de pedra lavrados - elementos manuelinos também provenientes da demolida Ermida do Espírito Santo.
De nave única e de planta retangular, parte do corpo é coberto por abóbada de arestas nervuradas. A meia altura do lado da Epístola está a tribuna dos Mesários da Misericórdia, com balaústres, e constituída por dois arcos de volta perfeita assentes em colunas toscanas, no centro dos quais estão expostas três imagens de roca sagradas, do século XVIII.
No lado oposto e pendendo da parede, mostra-se um políptico de pintura maneirista datável de cerca do ano de 1570 e que está atribuído ao pintor eborense António Nogueira. Esta interessante composição de oito pinturas maneiristas narra episódios da vida da Virgem e de Cristo, sendo proveniente da antiga Ermida do Espírito Santo.
De planta retangular e coberta por abóbada de berço, a capela-mor veria o seu teto decorado por estuques neoclássicos policromados dos meados do século XIX, com ornamentos fitomórficos, geométricos, alegóricos e heráldicos. O retábulo-mor é uma composição de talha dourada e marmoreada do barroco joanino (c. 1744), contendo na tribuna um Cristo crucificado dos começos do século XVIII e estando lateralmente expostas três esculturas de madeira estofada e policromada, a de S. Miguel Arcanjo datável do século XVIII, enquanto as outras duas, Santo António e Rainha Santa Isabel, são do período seiscentista e apresentam um trabalho popular.
O espólio de ourivesaria desta igreja tem obras de arte provenientes da demolida Ermida do Espírito Santo e, maioritariamente, da Santa Casa da Misericórdia, realçando-se as suas peças de ourivesaria em prata e prata dourada dos séculos XVI, XVII e XVIII.
-
Espírito SantoO estado de Espírito Santo faz parte da região do Sudeste do Brasil. A norte faz fronteira com o est...
-
AntónioAutor de banda desenhada e caricaturista (o mesmo que cartoonista ou cartunista) português, António ...
-
Pelourinho de MortáguaLocalizado na vila de Mortágua, distrito de Viseu, este pelourinho terá sido erigido em sequência da
-
Igreja dos Terceiros de S. Francisco (Viseu)Numa das zonas centrais e movimentadas de Viseu localiza-se um dos templos mais tranquilos e bonitos
-
Igreja Matriz de Ponte de LimaA Igreja Matriz de Ponte de Lima mantém-se fiel ao traço românico do Norte, apesar de ter sido ergui
-
Igreja Matriz de Ribeira de PenaA Igreja Matriz de Ribeira de Pena é um interessante e grandioso exemplar da arquitetura barroca, já
-
Ponte-Torre de UcanhaA ponte-torre de Ucanha, localizada nas proximidades de Tarouca, é um monumento que une as duas marg
-
Igreja Matriz de S. Jorge (Nordeste)Situada a nordeste da ilha de S. Miguel, na Lomba da Pedreira, a sua construção data de finais do sé
-
Igreja Matriz de TábuaA Igreja Matriz de Tábua foi mandada erguer pelo Bispo-Conde D. Manuel de Bastos Pina em 1877. Esta
-
Igreja de S. João EvangelistaA Igreja de S. João Evangelista, em Aveiro, é uma construção do século XVII que integrava o antigo m