Igreja da Misericórdia de Santarém
Um dos mais belos e equilibrados espaços arquitetónicos do Renascimento tardio da cidade de Santarém habita o interior da Igreja da Misericórdia, obra da autoria do arquiteto régio Miguel Arruda, começada em 1559 e apenas concluída nos começos do século XVII.
Segundo Vítor Serrão, a monumentalidade da nave da igreja-salão "refinada no arrojo e funcionalidade dos espaços, encontrou no exemplar de Santarém uma resposta por demais erudita e o arquiteto adequado para a levar ao nível da sublime execução". Contudo, o terramoto de 1755 causou sérios danos à fachada original, sendo esta reerguida de acordo com os pressupostos do estilo rococó.
Assim, a frontaria está dividida em dois andares, com o piso térreo marcado por um portal simples, sobre o qual se rasgam os três janelões do coro. O segundo andar é formado por um desproporcionado frontão assente sobre arquitrave ressaltada. Axialmente, abre-se um nicho contendo a escultura de um santo.
O espaçoso e proporcionado interior reparte-se em três naves, divididas por arcos de volta perfeita que repousam em colunas da ordem toscana, suportando a imponente abóbada de berço de nervuras cruzadas, ornamentadas nos bocetes, em 1714, por pinturas de brutescos. Numa campanha que se prolongou entre 1630-1639, a parceria Sebastião Domingues e André de Morales executou os belíssimos frescos de brutescos decorativos que preenchem as colunas do corpo da igreja. A capela-mor possui um retábulo neoclássico do século XIX, conservando no tímpano circular do remate uma representação com o Descida de Cristo da Cruz, obra maneirista do pintor Simão Rodrigues e datável da 2.ª década do século XVII.
A amplitude visual da igreja-salão da Misericórdia escalabitana foi prejudicada pela inserção do inestético e frio coro-alto de cariz neoclássico. A sacristia apresenta, igualmente, decoração pictórica de brutescos setecentistas e conserva dois belos baixo-relevos de madeira entalhada, alusivos à Anunciação e à Adoração dos Pastores, obras barrocas de inspiração italianizante.
A Sala da Irmandade é forrada por um vistoso silhar de azulejos azuis e brancos do século XVIII, narrando as obras de assistência da Misericórdia.
A porta que se rasga na direção do pátio da Misericórdia apresenta um frontão sobrepujado por um brasão do século XVI, em associação com a heráldica de D. Manuel I.
Segundo Vítor Serrão, a monumentalidade da nave da igreja-salão "refinada no arrojo e funcionalidade dos espaços, encontrou no exemplar de Santarém uma resposta por demais erudita e o arquiteto adequado para a levar ao nível da sublime execução". Contudo, o terramoto de 1755 causou sérios danos à fachada original, sendo esta reerguida de acordo com os pressupostos do estilo rococó.
Assim, a frontaria está dividida em dois andares, com o piso térreo marcado por um portal simples, sobre o qual se rasgam os três janelões do coro. O segundo andar é formado por um desproporcionado frontão assente sobre arquitrave ressaltada. Axialmente, abre-se um nicho contendo a escultura de um santo.
A amplitude visual da igreja-salão da Misericórdia escalabitana foi prejudicada pela inserção do inestético e frio coro-alto de cariz neoclássico. A sacristia apresenta, igualmente, decoração pictórica de brutescos setecentistas e conserva dois belos baixo-relevos de madeira entalhada, alusivos à Anunciação e à Adoração dos Pastores, obras barrocas de inspiração italianizante.
A Sala da Irmandade é forrada por um vistoso silhar de azulejos azuis e brancos do século XVIII, narrando as obras de assistência da Misericórdia.
A porta que se rasga na direção do pátio da Misericórdia apresenta um frontão sobrepujado por um brasão do século XVI, em associação com a heráldica de D. Manuel I.
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Como referenciar
Igreja da Misericórdia de Santarém na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$igreja-da-misericordia-de-santarem [visualizado em 2026-06-06 05:48:59].
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