Igreja de Jesus de Roma

O arquiteto italiano Giacomo Barozzi conhecido como Vignola, que trabalhou como assistente de Michelangelo Buonarroti, vindo a sucedê-lo na direção das obras de edificação da Igreja de S. Pedro de Roma, foi o autor de diversas obras arquitetónicas fundamentais para o estudo da arquitetura renascentista, entre as quais se destaca, pela sua austeridade e solenidade, a Igreja de Jesus da cidade de Roma, que constitui o modelo das igrejas jesuítas edificadas à sua imagem e que se afirma com um dos mais ricos templos da cidade.
Esta era a principal igreja da Companhia de Jesus implantada na cidade de Roma, construída segundo um plano longitudinal que pudesse albergar o maior número de pessoas possível, combinando uma planta centrada da época renascentista e uma planta longitudinal da época medieval, num edifício que respondia às normas e disposições artísticas saídas da Contrarreforma, e que oferecia uma disposição interior simples e luminosa.
A fachada da igreja não foi concebida pelo arquiteto Vignola, porque após a sua morte em 1573 o risco do frontispício foi entregue ao artista Giacomo della Porta, que a partir de elementos clássicos elaborou uma criação arrojada.
Interiormente a igreja apresenta na nave, na cúpula e na abside pinturas da autoria de Baciccio e no lado esquerdo do transepto estão guardadas as ossadas de Santo Inácio de Loyola.
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