Igreja de S. Bento da Vitória
No local das Portas do Olival, em plena cidade do Porto, edificava-se no ano de 1596 o Mosteiro de S. Bento da Vitória. Segundo a tradição, este mosteiro beneditino foi fundado sobre as ruínas da antiga sinagoga portuense. Porém, o arranque das obras iniciou-se verdadeiramente apenas em 1604.
Um discípulo do arquiteto italiano Filipe Terzi, o lisboeta Diogo Marques Lucas, foi o autor da traça deste edifício religioso - influenciado pela fachada que Vignola compôs para a igreja jesuítica do "Gesú" de Roma, mas adaptada ao contido maneirismo português. Contudo, a sua imponência e austeridade não foram imunes às influências da movimentada e túrgida decoração barroca, pois a edificação de S. Bento da Vitória prolongou-se até à década de 90 do século XVII, vindo ainda a receber acrescentos no século seguinte.
Com a extinção das Ordens religiosas em 1834, após a vitória dos liberais de D. Pedro IV, S. Bento da Vitória vê as instalações do seu cenóbio ocupadas por um quartel militar e outros departamentos do Ministério da Guerra.
A imponente e austera fachada de S. Bento da Vitória é dividida em três pisos por entablamentos moldurados, possuindo ainda duas torres sineiras recuadas. O piso térreo é marcado, alternadamente, pelo jogo de pilastras simples e duplas que enquadram cinco arcos de volta perfeita, sendo o central (correspondente ao portal nobre) de maiores dimensões e sobrepujado por emblema heráldico da Ordem de S. Bento. O segundo andar, seguindo a mesma divisão das pilastras, é ritmado por três nichos - com imagens hagiográficas - e duas janelas rematadas, alternadamente, por frontões triangulares e curvos. O último piso é rasgado por janelão semicircular, ladeado por curvilíneos cunhais e sobrepujado por pináculos. Remata-o um nicho albergando uma imagem de N. S. da Vitória, com frontão curvo e encimado por uma cruz latina. Esta sobriedade e solidez construtiva da fachada repercute-se no austero interior da igreja beneditina, de nave única e ampla, de marcadas linhas ascencionais e planta cruciforme, antecedida por uma protetora galilé. A cobertura do corpo e da cabeceira da igreja é realizada por abóbadas de berço divididas em caixotões, enquanto o cruzeiro é coberto por abóbada de nervuras. No coro alto existe um belo cadeiral em talha, obra concretizada entre 1716 e 1719 pelo entalhador bracarense Marceliano de Araújo, em parceria com Gabriel Rodrigues Álvares, de Landim. Nos seus altos e esguios espaldares estão colocados quadros policromados e que narram episódios da vida de S. Bento. Túrgida e movimentada decoração barroca de talha dourada assoma nos retábulos das capelas laterais, nas sanefas das janelas e na grandiosa composição retabular da capela-mor, onde se insere uma escultura de S. Bento. Forra as paredes laterais do seu coro baixo um outro cadeiral, de feição neoclássica e datado dos finais do século XVIII.
Um discípulo do arquiteto italiano Filipe Terzi, o lisboeta Diogo Marques Lucas, foi o autor da traça deste edifício religioso - influenciado pela fachada que Vignola compôs para a igreja jesuítica do "Gesú" de Roma, mas adaptada ao contido maneirismo português. Contudo, a sua imponência e austeridade não foram imunes às influências da movimentada e túrgida decoração barroca, pois a edificação de S. Bento da Vitória prolongou-se até à década de 90 do século XVII, vindo ainda a receber acrescentos no século seguinte.
A imponente e austera fachada de S. Bento da Vitória é dividida em três pisos por entablamentos moldurados, possuindo ainda duas torres sineiras recuadas. O piso térreo é marcado, alternadamente, pelo jogo de pilastras simples e duplas que enquadram cinco arcos de volta perfeita, sendo o central (correspondente ao portal nobre) de maiores dimensões e sobrepujado por emblema heráldico da Ordem de S. Bento. O segundo andar, seguindo a mesma divisão das pilastras, é ritmado por três nichos - com imagens hagiográficas - e duas janelas rematadas, alternadamente, por frontões triangulares e curvos. O último piso é rasgado por janelão semicircular, ladeado por curvilíneos cunhais e sobrepujado por pináculos. Remata-o um nicho albergando uma imagem de N. S. da Vitória, com frontão curvo e encimado por uma cruz latina. Esta sobriedade e solidez construtiva da fachada repercute-se no austero interior da igreja beneditina, de nave única e ampla, de marcadas linhas ascencionais e planta cruciforme, antecedida por uma protetora galilé. A cobertura do corpo e da cabeceira da igreja é realizada por abóbadas de berço divididas em caixotões, enquanto o cruzeiro é coberto por abóbada de nervuras. No coro alto existe um belo cadeiral em talha, obra concretizada entre 1716 e 1719 pelo entalhador bracarense Marceliano de Araújo, em parceria com Gabriel Rodrigues Álvares, de Landim. Nos seus altos e esguios espaldares estão colocados quadros policromados e que narram episódios da vida de S. Bento. Túrgida e movimentada decoração barroca de talha dourada assoma nos retábulos das capelas laterais, nas sanefas das janelas e na grandiosa composição retabular da capela-mor, onde se insere uma escultura de S. Bento. Forra as paredes laterais do seu coro baixo um outro cadeiral, de feição neoclássica e datado dos finais do século XVIII.
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Como referenciar
Igreja de S. Bento da Vitória na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$igreja-de-s.-bento-da-vitoria [visualizado em 2026-06-06 05:48:10].
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