Igreja de Santiago (Torres Novas)

A Igreja de Santiago de Torres Novas é uma obra que poderá remontar ao ano de 1203, mas desta época não se encontram vestígos. Com efeito, alterações posteriores modificaram profundamente a sua volumetria arquitetónica. O portal nobre do templo regista a data de 1693, o que pode indiciar uma das várias remodelações que a alteraram.
A de maior relevo foi uma reconstrução realizada depois do terramoto de 1755, alteração que se nota sobretudo ao nível da pouco harmoniosa fachada do século XVIII.
O maior destaque artístico da Igreja de Santiago de Torres Novas centra-se no seu interior, formado por nave única, coberta por teto de madeira apainelado. Neste espaço podem observar-se obras de épocas anteriores, como as pias de água benta da primeira metade de Quinhentos, em pedra lavrada e com decoração geométrica e floral. Adossado a uma das paredes laterais, o púlpito tem inscrito no seu corpo o símbolo da Cruz da Ordem de Sant'Iago da Espada. Uma das capelas laterais, dedicada ao Senhor Jesus dos Lavradores, possui no seu altar de talha dourada do século XVIII uma escultura de madeira, coetânea e alusiva ao padroeiro Santiago. As suas paredes são forradas por azulejos figurados dos finais de seiscentos, em tons de azul e branco, narrando os episódios cristológicos da Flagelação e do Senhor da Cana Verde.
O fundo da ousia é preenchido por uma composição retabular de talha dourada barroca do século XVIII. No centro desta aparece um curioso e singelo grupo escultórico em madeira, obra do século XVIII, mostrando o Menino Jesus auxiliando S. José nos trabalhos de carpintaria.
A sacristia é um compartimento simples, destacando-se aí uma escultura em pedra alusiva a S. Brás, obra do século XVII, e um fresco dos finais de Setecentos figurando Santiago Maior.
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