Igreja Matriz de Barcelos
A Igreja Matriz de Barcelos é um dos exemplos mais significativos da persistência da arquitetura românica no Norte do País.
De invocação a Nossa Senhora da Assunção, a Matriz é, para alguns autores, o resultado de uma edificação na centúria de Trezentos, com posteriores intervenções. Para outros historiadores, foi erguida no século XV, segundo a arcaizante e ultrapassada estética românica. Com D. Afonso V, no terceiro quartel do século XV, foi dado à Matriz privilégio de colegiada.
A Igreja de Santa Maria Maior sofreu várias intervenções ao longo do tempo. Hoje, tal como a conhecemos, é resultado das alterações introduzidas pelos Monumentos Nacionais na década de 1950.
A fachada principal, em pedra aparelhada e pouco ornamentada, é dominada por um portal encimado por rosácea e uma robusta torre sineira, com seis esguias ventanas retangulares de remate superior em pequeno arco pleno.
O pórtico é delimitado por dois contrafortes salientes e rematado por empena triangular. Compõem-no o portal de arquivoltas ogivais, assentes em colunelos de fuste liso e com capitéis e bases historiadas. A arquivolta exterior é ornada por pequenas flores abertas e a interna por friso flordelisado.
A rosácea gótica é apresentada com molduras de círculos concêntricos e aberta em pedra. Esta tinha sido retirada durante uma intervenção setecentista para, no seu lugar, abrirem uma janela.
O interior, de três naves, apresenta cobertura em madeira de duas águas. As naves são divididas por seis pilares (três de cada lado), com quatro colunas capitelizadas adossadas. Das colunas axiais arrancam arcos quebrados de largo vão, sendo os vãos revestidos a azulejos monocromáticos (azuis e brancos) setecentistas, de oficina de Lisboa.
A capela-mor, intervencionada nos inícios do século XVI, conforme se pode ler numa inscrição, é de planta retangular e coberta com abóbada nervada, e mostra janela rasgada por um arco quebrado dividido por um mainel, que ilumina as esculturas da ousia. A encimar o arco cruzeiro encontra-se uma pequena rosácea. O retábulo setecentista em talha dourada, que anteriormente aqui se encontrava, foi transferido para a Capela do Santíssimo Sacramento. Esta alberga duas esculturas de grande qualidade - uma barroca, a de Nossa Senhora da Assunção, e uma Virgem trecentista. Também interessantes são as capelas laterais góticas, o altar dos Reis Magos e os excelentes arcazes da sacristia.
Com a extinção das colegiadas na segunda metade do século XIX, a Matriz de Barcelos perde a sua magnífica biblioteca, cujo paradeiro se desconhece, mas continua a ter peças extremamente valiosas, ao nível dos paramentos e das alfaias litúrgicas.
De invocação a Nossa Senhora da Assunção, a Matriz é, para alguns autores, o resultado de uma edificação na centúria de Trezentos, com posteriores intervenções. Para outros historiadores, foi erguida no século XV, segundo a arcaizante e ultrapassada estética românica. Com D. Afonso V, no terceiro quartel do século XV, foi dado à Matriz privilégio de colegiada.
A Igreja de Santa Maria Maior sofreu várias intervenções ao longo do tempo. Hoje, tal como a conhecemos, é resultado das alterações introduzidas pelos Monumentos Nacionais na década de 1950.
O pórtico é delimitado por dois contrafortes salientes e rematado por empena triangular. Compõem-no o portal de arquivoltas ogivais, assentes em colunelos de fuste liso e com capitéis e bases historiadas. A arquivolta exterior é ornada por pequenas flores abertas e a interna por friso flordelisado.
A rosácea gótica é apresentada com molduras de círculos concêntricos e aberta em pedra. Esta tinha sido retirada durante uma intervenção setecentista para, no seu lugar, abrirem uma janela.
O interior, de três naves, apresenta cobertura em madeira de duas águas. As naves são divididas por seis pilares (três de cada lado), com quatro colunas capitelizadas adossadas. Das colunas axiais arrancam arcos quebrados de largo vão, sendo os vãos revestidos a azulejos monocromáticos (azuis e brancos) setecentistas, de oficina de Lisboa.
A capela-mor, intervencionada nos inícios do século XVI, conforme se pode ler numa inscrição, é de planta retangular e coberta com abóbada nervada, e mostra janela rasgada por um arco quebrado dividido por um mainel, que ilumina as esculturas da ousia. A encimar o arco cruzeiro encontra-se uma pequena rosácea. O retábulo setecentista em talha dourada, que anteriormente aqui se encontrava, foi transferido para a Capela do Santíssimo Sacramento. Esta alberga duas esculturas de grande qualidade - uma barroca, a de Nossa Senhora da Assunção, e uma Virgem trecentista. Também interessantes são as capelas laterais góticas, o altar dos Reis Magos e os excelentes arcazes da sacristia.
Com a extinção das colegiadas na segunda metade do século XIX, a Matriz de Barcelos perde a sua magnífica biblioteca, cujo paradeiro se desconhece, mas continua a ter peças extremamente valiosas, ao nível dos paramentos e das alfaias litúrgicas.
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Como referenciar
Igreja Matriz de Barcelos na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$igreja-matriz-de-barcelos [visualizado em 2026-06-09 12:43:26].
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