Igreja Matriz de Loures

Consagrada a N. Sra. da Assunção, a primitiva Matriz de Loures remonta à Idade Média, vindo a ser substituída por uma outra edificada no século XVI e ampliada no século seguinte.
No século XVIII procedia-se à remodelação da capela-mor. A violência do terramoto de 1755 fez-se sentir na estrutura desta igreja, pelo que houve necessidade de proceder a novas obras que terminaram no ano de 1781.
Austera e pesada é a fachada principal da Igreja Matriz de Loures, dedicada a N. Sra. da Assunção. Delimitada por duas pilastras , a frontaria é rasgada por um portal nobre de linhas clássicas, formado por delicadas pilastras e rematado com um frontão triangular. Por cima deste abre-se uma grande janela, de linhas ligeiramente ondeadas e duas pequenas frestas, sobre as quais se vê um óculo moldurado. Obra severa e datada de 1620-1624, a torre sineira apresenta-se num plano ligeiramente recuado, com friso saliente e cornija, sobre os quais estão angulares fogaréus. As ventanas dos sinos são cobertas por uma pequena cúpula.
O interior da igreja apresenta o corpo dividido em três naves, a central mais elevada e larga, repartidas por arcos plenos sobre colunas toscanas com caneluras na parte inferior, ambos os elementos decorados com pinturas do século XVII. Sobre esta estrutura assenta uma imensa abóbada de berço, também ela decorada com pinturas seiscentistas de ilusórios enquadramentos arquitetónicos e a representação de N. Sra. da Assunção. Adossado a uma coluna da nave central, o púlpito é uma obra em mármore dos inícios de Seiscentos. O coro alto é coberto por elegante teto de caixotões em madeira, com pinturas do século XVII.
Ladeando o arco triunfal estão dois belos retábulos maneiristas, contendo interessantes tábuas votivas dos finais do século XVI. O aparatoso arco triunfal é encimado por nicho albergando Cristo crucificado. A capela-mor tem uma abóbada artesoada e possui um exuberante retábulo em talha dourada barroca, obra executada por Bento da Fonseca Azevedo no ano de 1721. De destacar é a aplicação de embutidos policromados de mármore nas paredes e outras superfícies da ousia, labor realizado em 1760 por Manuel Francisco Botelho. A sacristia guarda um bonito lavabo de 1562, vestígio da antiga igreja quinhentista.
A Igreja Matriz de Loures foi classificada em 1910 como Monumento Nacional ( M.N.) e integrada numa Zona Especial de Proteção (Z.E.P.) em 1958.
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