ilusão

Ilusão tem origem no latim illusióne, que significa "enganar" ou "troçar de".
A ilusão é, assim, um engano, que nos surge muitas vezes através dos sentidos. A ilusão tem o seu papel na oposição da aparência à realidade, pois que na ilusão há a ideia de algo que faz parte do real, mas que não é uma verdadeira realidade. É algo que foi criado para enganar o Homem. A ilusão é a doação ao mundo de um certo sentido, exprimindo a forma como vivemos a nossa relação com ele.
É a confusão entre o plano do real e o do imaginário, ou seja, é a tendência para interpretar o mundo a partir da nossa visão sobre ele. Para Kant, a própria razão é produtora de ilusão quando pretende ultrapassar o campo da experiência e confunde os princípios subjetivos do conhecimento, relativos à nossa constituição, com os princípios objetivos das coisas em si.
Segundo Nietzsche, a ilusão preenche uma função, a de proteger o Homem do desespero ou do vazio da própria existência.
A ilusão é por vezes uma forma de "colorir" a vida, tentando melhorá-la conforme os nossos desejos.
A tarefa da Filosofia relativamente à ilusão é essencialmente crítica, pois a Filosofia faz a sua análise para poder dar conta do que, nos nossos juízos ou representações, depende dos desejos e do que depende da realidade, numa preocupação primordial de busca pela verdade.

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