Império Bizantino

Em 330, com a divisão do Império Romano em Império Romano do Oriente e Império Romano do Ocidente, Constantinopla tornou-se a capital de uma civilização que, embora recebendo a herança romana, integrou igualmente o espírito do Cristianismo, do Helenismo e do Oriente. O Império Bizantino chegou a abranger os Balcãs, a Ásia Menor e o Próximo Oriente, da Síria ao Egito, o sul da Itália, a Sicília e o Norte de África. Ao instituir o Cristianismo como religião de Estado, Teodósio I tornava os dogmas religiosos um assunto político e não apenas espiritual. Os séculos IV e V darão lugar a disputas religiosas veementes; no pensamento e nas letras avultam nomes como o de S. João Crisóstomo, S. Basílio e S. Gregório de Nissa. Entre 867 e 1057 o Império conhece o seu período áureo, em que o desenvolvimento económico corresponde ao desenvolvimento das artes e das letras. Os cânones estão definitivamente fixados; na pintura, influenciam toda a iconografia medieval; na arquitetura, o espaço é concebido em função dos jogos de luz e de sombra e realçado pelos mosaicos; a obra legislativa de Basílio I e de Leão VI "o Sábio" estabelecem o Direito Bizantino. O período de expansão cultural situa-se nos séculos X e XI, em que o prestígio da universidade de Constantinopla é inigualável, as técnicas e as artes florescentes (S. Marcos, Veneza), vindo a declinar com o despontar de uma nova ordem chegada do Ocidente. Entre 1096 e 1097 dá-se a primeira passagem dos cruzados, que em 1204 saqueiam Constantinopla. No século XIV o Império conhece um período de ressurgimento, para se extinguir com a tomada de Constantinopla por Maomé II em 1453. A cultura e arte bizantinas vão contudo manter-se em países como a Jugoslávia, a Bulgária, a Roménia e a Rússia.
Como referenciar: Império Bizantino in Artigos de apoio Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2019. [consult. 2019-11-21 06:03:43]. Disponível na Internet: