Império Colonial Alemão

Após ter engrandecido suficientemente a Prússia, o "Chanceler de Ferro", nome por que era conhecido Otto von Bismarck, trabalhou para a paz. Destaca-se, neste aspeto, a celebração de uma série de alianças internacionais com o objetivo de proteger a Alemanha de possíveis agressões. No Congresso de Berlim (1878), Bismarck mediou um acordo nos Balcãs, onde vários grupos eslavos procuravam retirar vantagens do decadente Império Otomano. Em larga medida para satisfazer as aspirações da classe mercantil germânica, autorizou a compra, por parte da Alemanha, de colónias na África e no Pacífico. Por esta altura, a economia alemã estava em plena expansão e voltava o seu olhar para o mundo. No entanto, a Alemanha chegou tarde ao grupo das potências coloniais e, por isso, também tarde apresentou as suas pretensões. Para distribuir só restavam desertos, territórios impenetráveis cobertos de floresta virgem e ilhas demasiado distantes. Em 1882, nasceu a Associação Colonial Alemã. O Reich assumiu em 1884 a proteção da zona do Sudoeste africano. O negociante de Bremen Ludertiz comprara ali terrenos no ano anterior. Em seguida, o viajante e explorador Gustav Nachtigal conseguiu para o Reich, em 1884, os direitos de soberania sobre o Togo e os Camarões. As colónias da Sociedade Colonial Alemã do Pacífico nos diferentes arquipélagos e na Nova Guiné também foram colocados sob a proteção do Governo alemão. Por fim, em 1885, fundou-se a Sociedade Alemã Este-Africana, que comprou grandes faixas de terra ao sultão de Zanzibar. Nascia, assim, um império colonial alemão: muito disperso, mas bastante vasto e sobretudo inoportuno para as potências coloniais de há muito instaladas.
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