Império Han

Os primeiros imperadores Han governaram com cuidado e habilidade (207 a. C-9 d. C.). As origens sociais de Kao-tzu (207-195 a. C.), primeiro imperador Han, eram muito humildes. Uma vez no trono, não imitou as formas aristocráticas nem esqueceu a compaixão pelo povo. O facto de se ter mantido a estrutura administrativa do império Ch'in possibilitou o renascimento da erudição. Os imperadores Han necessitavam de uma administração civil e não tardaram em encontrar nos letrados confucianos excelentes administradores. A predominância dos confucianos em lugares de destaque deu origem à criação da Universidade Imperial (124 a. C.) de onde passariam a ser recrutados os funcionários.
Wu-ti era um governante enérgico, preocupado acima de tudo com a direção da economia e com a segurança da fronteira do norte. Este soberano nutria também grande interesse pelos cavalos ocidentais, pois estes contribuíam para uma maior mobilidade e defesa das suas fronteiras, proporcionando-lhe igualmente a possibilidade de soberania sobre uma série de povos vizinhos. As dificuldades económicas e as renovadas incursões dos Hsiung-nu explicam o breve período de domínio da dinastia Hsin.
Os últimos imperadores Han (24-220 d. C) foram menos independentes porque depois da restauração da casa imperial, o primeiro imperador, Kuang-wu (23-58), teve que contar com o apoio dos grandes terra-tenentes. A debilidade militar explica também a política menos agressiva na fronteira setentrional durante o século II. A dinastia Han manteve-se de pé enquanto foi útil desde o ponto de vista político. No ano de 220, Ts'ao P'i forçou a abdicação do imperador a seu favor.
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