Imprensa Régia

A imprensa periódica portuguesa, nascida em Lisboa em 1641 com a publicação da Gazeta em Que Se Relatam as Novas Todas Que Houve nesta Corte e Que Vieram de Várias Partes no Mês de Novembro de 1641, na segunda metade do século XVII viu as suas liberdades restringidas com a instituição da Real Mesa Censória, a 5 de abril de 1768. Daqui em diante, e até à morte do rei D. José, em 1777, não se publicou nem se fundou qualquer periódico em território português. Entre 1764, data da edição do Diário Universal, até à publicação do Com Privilégio Real, em 1778, um ano depois da morte deste monarca houve uma grande lacuna neste tipo de publicações.
A censura foi, ao longo do século XVIII, ganhando poder como de resto aconteceu um pouco por toda a Europa continental, em especial nos países ligados ao Santo Império. Por esse motivo, a Imprensa não teve um papel de grande relevância na promoção da cultura e na sociedade destes povos, onde funcionava como um instrumento do aparelho de Estado. Em países como a Inglaterra, a Holanda e a França a situação era completamente distinta, pois nestes casos a Imprensa tinha muito mais projeção.
Na viragem para o século XIX a atividade jornalística em Portugal era diminuta. Apenas se publicavam a Gazeta de Lisboa, um jornal de carácter político, e persistiam: o Com Privilégio Real; Ephemérides Naúticas e o Correio Mercantil e Económico de Portugal, uma vez que em 1800 tinha acabado a publicação do Mercúrio Britânico e o Almocreve das Petas.
O desenvolvimento da tipografia só se veio a verificar depois de 1834, porque imperou até então uma inércia na imprensa periódica, exceto durante o período das Invasões Francesas, durante o qual correram publicações panfletárias que apelavam para o patriotismo e resistência.
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