Individualismo e Associativismo

O individualismo, nascido na França novecentista, liga-se à moderna noção da importância dada ao indivíduo. Este individualismo manifesta-se em teorias e atitudes, tendo-se verificado o seu surgir nas teorias de Kant e de Hegel e a aplicação à prática em muitas das manifestações sócio-políticas do século XX. Assim, o que caracteriza este individualismo é, por um lado, a preponderância perante outros indivíduos, o que leva ao subjetivismo e ao egocentrismo, entre outras manifestações (como os regimes ditatoriais, despóticos e autoritários), e por outro, o que caracteriza todos os indivíduos de um grupo, como acontece no socialismo, no anarquismo e no comunismo. Na verdade, o erguer do indivíduo como o valor fundamental da sociedade atual não impediu que cada um destes seres se associasse em grupos muito próprios e especializados, caracterizados pela forma de vida, ideologia, moral, hábitos e posição social. Cada um destes grupos defende como melhor ou mais correspondente à verdade a sua forma de encarar a vida, o que confere relativismo à sociedade. Também o neoliberalismo se enquadra nesta corrente associativista, dado que movimentos como os católicos-sociais, os nacionais-sindicalistas e os fascistas, entre outros, defenderam uma economia de mercado com uma menor intervenção do Estado, deixando este de exercer o controlo e detendo apenas o poder de intervir indiretamente.
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