Indra

É o deus do Ar e das Estações, do Firmamento, senhor das nuvens, das chuvas e dos relâmpagos, dos quais tem o poder. Por sua vontade, caiem as chuvas que tornam a terra produtiva. É aquele "que governa por si próprio", o protetor dos guerreiros, "senhor da energia", para muitos mesmo o rei dos deuses. É pois uma divindade protetora da Natureza e um dos guardiães do mundo. Um quarto dos hinos do Rig Veda é-lhe consagrado. É também o rei dos génios bons, um dos guardiães e espécie de "fiscal" do mundo do Oriente. Era o deus mais importante a seguir àqueles que compõem o Trimurti (Trindade Indiana). É um dos primeiros Vazus ou Vasuas, descende de Kaciapa e de Aditi (filho do céu e da terra). Era o esposo de Andrini, que também se denominava por Sarati ou Aindra. É o progenitor de Devani, com quem vivia em Indrakola. Muitas lendas mencionam que Indra é irmão gémeo de Agni, e por isso, filho do céu e da terra. Outros hinos dizem que foi Indra quem criou o céu e a terra, sendo assim considerado rei dos deuses. Os Rig Veda definem-no também como o libertador, nos deuses, de Vritra, o "Obstructor", o que permitiu aos deuses primordiais povoar o mundo. Por isso, é tido como o vencedor de todos os obstáculos. Apesar de tudo, teve lutas ferozes com Tvashtri, um todo poderoso brâmane, mas foi ajudado pelos outros deuses benfazejos contra o referido invejoso.
Iconograficamente, Indra é representado com quatro braços e quatro pernas, para além dos olhos vendados, montando elefante Airavata, nascido num mar de leite. Por vezes tem apenas duas mãos e olhos por todo o corpo, sendo por isso designado de Sahasraksha ("o que tem mil olhos"). Tem como atributos o loto e a tempestade. Vagueia pelos ares sobre o carro de Vimam conduzido por Matali.
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