Infanta D. Maria de Portugal

Nobre portuguesa, nascida provavelmente em 1313 e falecida em 1357, era filha de D. Afonso IV e D. Beatriz de Castela. Por casamento com Afonso XI, seu primo, realizado em 1328, tornou-se rainha de Castela. O rei abandonou-a quando se apaixonou pela belíssima sevilhana D. Leonor de Guzmán. D. Maria acaba por se recolher a um convento da cidade de Sevilha, onde cuida da educação de seu filho e herdeiro do trono, D. Pedro. Teve alguma intervenção na vida política do seu tempo, foi graças a si que Afonso XI conseguiu o apoio de D. Afonso IV de Portugal contra o rei de Marrocos, que invadira a península. De facto, foi a instâncias suas que os dois monarcas se aliaram na Batalha do Salado, em 1340.
Em 1350, morre o rei de Castela e D. Maria manda matar D. Leonor. Com apenas 15 anos, D. Pedro I sucede no trono e desposa D. Branca de Bourbon, que, tal como a sogra anos antes, também é abandonada pelo marido. Para conseguir um entendimento entre seu filho e os apoiantes de D. Branca, D. Maria promove, no ano de 1356, uma reunião em Toro, que acaba numa chacina. Dececionada com a situação, D. Maria volta a Portugal, onde morre um ano depois.
O poeta Luís de Camões recorda n'Os Lusíadas as diligências da infanta, no famoso episódio da "formosíssima Maria".
Como referenciar: Infanta D. Maria de Portugal in Artigos de apoio Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2019. [consult. 2019-05-23 02:19:22]. Disponível na Internet: