Invasão Espanhola de 1580

A invasão do território português pelo exército espanhol enquadrou-se na crise da sucessão gerada após a morte do cardeal D. Henrique, cujo sucessor legítimo era Filipe II de Espanha (1527-1598), que assim pretendia tomar o seu lugar na capital portuguesa. Em território luso, o povo de Santarém havia aclamado já rei D. António, prior do Crato (1531-1595), filho do infante D. Luís. D. António tinha-se tornado entretanto um opositor ao poder do rei espanhol. Contudo, à vontade popular sobrepuseram-se interesses mais altos que correspondiam às promessas feitas por Filipe II através dos seus emissários, nomeadamente D. Cristóvão de Moura. O comando do exército que devia tomar a capital estava entregue ao duque de Alba (1507-1582) e o grande general espanhol de então atravessou a fronteira pelo Caia com parte do seu exército, marchando até Setúbal sem qualquer oposição. A outra parte do exército espanhol embarcou em 61 galeões fundeados em Cádis sob o comando do marquês de Santa Cruz, juntando-se na barra do Tejo às tropas do duque de Alba, também sem encontrar qualquer resistência. O único entrave havia sido dado em Cascais por D. Diogo de Meneses (1520-1580), nomeado chefe das tropas de D. António, que resistiu às tropas espanholas, só capitulando por falta de munições. O desenlace final deu-se na batalha de Alcântara, em que o exército do prior do Crato (cerca de 8 mil homens, mal treinados) foi vencido pelas experientes tropas do duque de Alba em pouco mais de meia hora.
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