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Ioskeha
Na mitologia das tribos Hurões e Iroquesas norte-americanas, era irmão gémeo de Tawiscara, filho de Respiração do Vento e do Senhor dos Ventos e neto de Ataentsic. O seu nome tem diversos significados, como pequeno rebento (Djuskana), branco, sol, bom ou pequeno talo querido.
Ioskeha representava o Bem, contrastando com o Mal, o seu irmão gémeo (cujo nome significa o negro). A luta primordial destes dois irmãos, ainda no ventre materno, causou a morte desta. Ataentsic, sua avó, acabou por desterrar Ioskeha, convencida por Tawiscara que tinha sido aquele o responsável pela morte da mãe. Na versão iroquesa conta-se que os dois gémeos de chamavam Djuskana e Othagwenda (que significa sílex), tendo um deles insistido em nascer pela axila da mãe, causando-lhe a morte. A avó considerou culpado da morte Othagwenda, expulsando-o e acarinhando Djuskana.
O Senhor dos Ventos acolheu o seu filho Ioskeha, dando-lhe milho, setas e arco. Assim, passou a possuir o domínio dos alimentos de origem vegetal e dos de origem animal. Originou os animais, ensinou os homens a navegar, pescar, caçar, manejar o fogo e cultivar trigo, apossando-se também do segredo do ritual do tabaco e do da medicina. Para isto teve de vencer aquele que causava enfermidades, Hadui. A Lua e o Sol, que a sua avó Ataentsic tinha criado e guardado, foram também furtados e postos no céu. Depois de criar o homem, baniu o irmão Tawiscara que, cheio de ciúmes, fizera monstros, ao tentar também originar homens.
Numa outra versão Ioskeha, que estava armado com um roseiral selvagem, acaba por matar Tawiscara, armado com uma haste de veado, num último combate.

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