Jacqueline (Kennedy) Onassis

Figura pública norte-americana, enquanto Primeira Dama dos Estados Unidos da América (1961-1963) esteve sempre na ribalta da vida americana e mundial, graças à sua beleza, postura e graciosidade, o que fez com que conquistasse a exigente e difícil opinião pública americana, que carinhosamente a tratava por "Jackie". Jacqueline Lee Bouvier, seu nome de origem, nasceu no dia 28 de julho de 1929, no estado americano de Nova Iorque, na cidade de Southampton.
De família abastada e com pergaminhos na sociedade americana, Jacqueline foi esmeradamente educada em ambientes cultos e ricos, tranquilos, principalmente em Nova Iorque, Rhode Island e Virgínia, tendo desde criança evidenciado grande destreza na prática de equitação. Estudou no Vassar College e depois na Sorbonne, tendo acabado por se licenciar na Universidade de George Washington em 1951. Era uma figura talhada para grandes voos e acontecimentos notáveis.
Assim, em 1952, quando trabalhava como repórter fotográfica para o jornal Washington Times Herald, entrevistou o senador John Fitzgerald Kennedy, de Massachusetts. Cerca de um ano depois, ambos se casariam, a 12 de setembro. Tiveram três filhos do seu casamento: Caroline (1957), John (1960) e Patrick (1963, vivendo porém apenas dois dias). Jacqueline Kennedy foi uma Primeira Dama ativa e empenhada em deixar marcas da sua passagem pela Casa Branca, capitalizando a sua simpatia e apreço nacional em proveito das atividades que patrocinava ou mesmo idealizava. Uma das suas grandes metas era a de transformar Washington, capital dos EUA, num local de culto dos americanos e de orgulho para todo o povo, tirando-a do marasmo cultural em que sempre esteve mergulhada, à sombra de Nova Iorque ou de outras metrópoles da Costa Leste (Boston, Filadélfia, Baltimore, entre outras). Washington tinha que ser um centro cultural atrativo, não apenas uma capital política habitada por políticos, militares, embaixadores e funcionários. Neste âmbito, empreendeu igualmente uma remodelação decorativa da Casa Branca, símbolo do poder americano, promovendo paralelamente a preservação e requalificação da área urbana e paisagística envolvente. Outra das suas ideias foi a criação de um centro cultural nacional, que mais tarde veio a chamar-se de John F. Kennedy Center for the Performing Arts.
No dia 22 de novembro de 1963, Jacqueline Kennedy estava sentada ao lado de seu marido no fatídico momento em que foi alvejado mortalmente durante uma deslocação a Dallas, no Texas. Acompanhou depois o féretro até Washington e a seu lado esteve até ao cemitério.
Entretanto, Washington tornava-se um local incómodo e difícil para viver e criar os seus filhos, quer devido à pressão mediática e política, quer devido a um sem número de recordações que avivavam a memória de John. Procurando tranquilidade e independência familiar, Jacqueline rumou com os dois pequenos para a cidade de Nova Iorque. Aqui, cinco anos mais tarde, em 1968, decide tomar um novo rumo na sua vida. Desposa então o milionário grego Aristóteles Onassis, um grande armador de navios, ligado ao petróleo e à finança, senhor de um império e de uma fortuna incalculáveis. Como alguns navios de Onassis, o casamento não demorou a afundar-se, embora nunca se tenha efetuado o divórcio. Onassis acabou por falecer em 1975. Novamente viúva, Jacqueline Onassis começou uma carreira editorial, tendo chegado a ser editor senior da Doubleday. A sua especialidade editorial relacionava-se com a publicação de trabalhos relacionados com artes cénicas e arte e literatura Egípcias.
Faleceu em Nova Iorque a 19 de maio de 1994.
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