Jacques Tati

Ator e realizador de cinema francês nascido em 9 de outubro de 1909, em Le Pecq, e falecido em 4 de novembro de 1982, em Paris. Ficaram célebres as suas caracterizações cómicas expressas por meio de pantomima. De seu verdadeiro nome Jacques Tatischeff, foi jogador profissional de râguebi, carreira que abandonou na sequência duma lesão. Em seguida, tornou-se imitador, tendo aperfeiçoado o seu número de pantomima em diversas salas de espetáculo. À medida que foi ganhando algum reconhecimento, tentou somar fundos para produzir e interpretar filmes cómicos. O seu primeiro trabalho nesta área foi na curta-metragem Oscar, Champion de Tennis (1932), obra inacabada devido à escassez de fundos. Após uma série de curtas-metragens que passaram quase despercebidas entre o público, ganhou alguma notoriedade interna quando desempenhou o papel de um fantasma em Sylvie et le Fantôme (1945), de Claude Autant-Lara. Tati continuava a escrever as suas curtas-metragens em L' École des Facteurs (1947) mostrou, em 15 minutos, como um carteiro pode causar um caos total. A boa aceitação desta pequena obra levou-o a adaptar a mesma história para longa-metragem. O resultado foi Jour de Fête (1949), onde Tati voltou a desempenhar um carteiro que inferniza a vida duma pequena aldeia com as suas tentativas de modernizar a distribuição de correspondência. O argumento foi premiado no Festival de Veneza e aguçou o apetite de muitas produtoras. Tati começou em seguida a preparar aquele que viria a ser o seu projeto mais famoso e credenciado: Les Vacances de Monsieur Hulot (As Férias do Senhor Hulot, 1953), onde criou a famosa personagem de gabardine e de cachimbo que se faz sempre acompanhar dum guarda-chuva e que seria sempre considerado um alter-ego do próprio Tati. Recriou-o em Mon Oncle (O Meu Tio, 1958) e para o êxito deste título terá contruibuído o facto de ter vencido o Óscar para Melhor Filme Estrangeiro. Perfeccionista por natureza, Tati só voltaria a filmar em 1967 com Playtime, onde voltou a envergar a pele de Hulot, perdido num emaranhado de edifícos de Paris. O filme foi um fracasso absoluto, comprometendo decisivamente a carreira de Tati. A sua última obra foi um conjunto de sketches pantomímicos para televisão: Parade (1974), após o qual se retirou definitivamente.
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