Jaime Pacheco

Treinador de futebol, Jaime Moreira Pacheco nasceu a 22 de julho de 1958, em Lordelo, e iniciou a sua carreira de técnico na época de 1992/1993, numa altura em que ainda não tinha deixado a atividade de futebolista.
Jaime Pacheco nasceu para o futebol nos iniciados do Lordelo. Mais tarde, foi fazer uma experiência ao FC Porto e foi contratado por José Maria Pedroto para a temporada 1981/1982. Depois de cinco anos nas Antas, assinou pelo Sporting, motivando mais uma zanga entre os dois clubes, mas regressou ao FC Porto duas temporadas depois, a tempo de se sagrar campeão europeu, em 1987, e intercontinental. Chegou também a vestir por diversas vezes a camisola da seleção nacional. Como jogador, venceu uma vez o campeonato nacional, duas vezes a Taça de Portugal e três vezes a Supertaça, sempre ao serviço do FC Porto. Saiu das Antas para representar, por esta ordem, o Vitória de Setúbal, o Paços de Ferreira, o Braga, o Rio Ave e o Paredes.
A carreira de treinador de Jaime Pacheco começou na temporada de 1992/1993 quando, mantendo o estatuto de jogador, passou também a dirigir a equipa do Paços de Ferreira, na altura a militar na I Divisão. Jaime Pacheco substituiu o professor Neca à 16.ª Jornada. Na temporada seguinte, foi de novo chamado a substituir, no Paços de Ferreira, o treinador principal, que na altura era Vítor Urbano, mas ao fim de sete jogos deu o lugar a Padrão. Na época 1994/95, alinhou como jogador pelo Rio Ave na II Divisão de Honra, para em 95/96 descer à III Divisão, onde representou o Paredes. No entanto, não terminou a temporada, já que a meio desta tomou conta da União de Lamas, da II Divisão, abraçando em definitivo a carreira de treinador. Na União de Lamas, começou a dar nas vistas como técnico, nomeadamente depois de num jogo contra o FC Porto para a Taça de Portugal ter imposto um empate a zero golos em pleno Estádio das Antas. Ainda nessa época, o presidente do Vitória de Guimarães, Pimenta Machado, foi buscá-lo a Santa Maria de Lamas para orientar uma equipa consagrada da I Divisão. Assim, tirou o Guimarães do fundo da tabela, para na época seguinte (1996/1997) levar o clube minhoto a conquistar a presença nas competições europeias.
Na temporada de 1997/98, viveu uma situação insólita na sua carreira, já que foi despedido à oitava jornada, quando o Vitória de Guimarães, curiosamente, seguia num excelente segundo lugar no campeonato. Contudo, Jaime Pacheco não ficou muito tempo no desemprego, já que João Loureiro, presidente do Boavista, se lembrou dele quando, em dezembro de 1997, decidiu substituir Mário Reis no comando da equipa técnica do clube axadrezado. Assim, Jaime Pacheco esqueceu alguns diferendos que tinha mantido no passado com João Loureiro e pegou no Boavista na 13.ª jornada, ainda a tempo de encetar uma boa recuperação na tabela. Contudo, nem tudo foi fácil nestes primeiros tempos no Bessa, já que o facto de Jaime Pacheco não ter diploma de treinador quase inviabilizou, por ação da Associação de Treinadores, a sua inscrição no Boavista.
Na temporada seguinte, 98/99, e já depois de ter concluído à pressa o curso de treinador, fez pela primeira vez história no clube do Bessa ao levar os axadrezados ao segundo lugar do campeonato depois de ter discutido o título com o FC Porto. De qualquer forma, graças à vice-liderança, alcançou o apuramento para a elitista Liga dos Campeões e, assim, em 1999/2000 o Boavista defrontou algumas das melhores equipas da Europa, como o Borussia Dortmund, da Alemanha. Contudo, o esforço dispendido nesta campanha europeia acabou por afetar as prestações no campeonato nacional mas, mesmo assim, o clube ainda se qualificou para a Taça UEFA.
A maior glória da carreira de Jaime Pacheco como treinador aconteceu em maio de 2001, ao conseguir levar o Boavista ao título nacional de futebol, feito alcançado pela primeira vez no historial do clube. Para além dos campeões crónicos Benfica, Sporting e FC Porto, só por uma vez uma equipa tinha chegado ao título, o Belenenses, na década de 40.
Jaime Pacheco é conhecido pelo amor que tem à modalidade, o que o leva a participar muitas vezes nos treinos juntamente com os plantéis que dirige e a ser muito exuberante no decorrer dos jogos. Este tipo de atitudes já o levaram a ser muitas vezes castigado pelos árbitros, contra quem se insurge com frequência.
No início da época 2003/2004, ingressou no Maiorca, clube em que esteve apenas poucos meses devido a incompatibilidades com a direção do clube espanhol. Já em 2004, acabou por substituir Sanchez no comando do Boavista, embora sem o sucesso de outras épocas.
Na temporada 2005/2006, regressou ao Vitória de Guimarães, mas a falta de resultados levou a que abandonasse o clube a meio da temporada.

Como referenciar: Jaime Pacheco in Artigos de apoio Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2019. [consult. 2019-11-22 12:22:48]. Disponível na Internet: