James Coburn

Ator norte-americano, James Coburn nasceu a 31 de agosto de 1928, na pequena cidade de Laurel, no estado de Nebraska. Logo após ter cumprido o serviço militar, resolveu estudar Teatro em Nova Iorque, tendo-se estreado nos palcos em 1954. O seu porte atlético rapidamente o levou a participar em séries televisivas, embora em papéis secundários. A sua estreia no cinema deu-se em Ride Lonesome (1959), um western onde contracenou com o legendário Randolph Scott. A sua primeira prestação significativa foi em The Magnificent Seven (Os Sete Magníficos, 1960), onde conferiu intensidade ao personagem de Britt, um atirador de facas que se junta ao grupo de pistoleiros que defende uma aldeia mexicana do ataque de bandidos. Coburn continuou a colecionar papéis secundários em títulos de êxito: Hell Is For Heroes (O Inferno É Para os Heróis, 1962), The Great Escape (A Grande Evasão, 1963), Charade (Charada, 1963), The Americanization of Emily (1964) e Major Dundee (1965). O seu primeiro grande trabalho como protagonista conferiu-lhe alguma notoriedade dentro dos EUA, encarnando um agente secreto em Our Man Flint (1965). Mas o ar duro e impassível demonstrado por Coburn seria bem explorado nos anos seguintes, especialmente em filmes de ação e westerns: Giù la Testa (1971), Pat Garrett & Billy the Kid (Duelo na Poeira, 1973), Hard Times (O Lutador da Rua, 1975) e Cross of Iron (A Grande Batalha, 1976). Em 1979, Coburn foi acometido de uma dolorosa artrite reumatoide que o atormentou durante 15 anos, limitando bastante os seus movimentos. No combate contra a doença, Coburn começou a aceitar papéis que exigissem poucos dias de filmagem. Na década de 80, dedicou-se sobretudo à televisão, participando em anúncios publicitários e telefilmes. Voltaria em força ao cinema na década de 90 em títulos como Young Guns II (Jovens Pistoleiros 2, 1990), Hudson Hawk (O Falcão Ataca de Novo, 1991), Maverick (1994), Eraser (1996) e The Nutty Professor (O Professor Chanfrado, 1996). Em 1998, surpreendeu os cinéfilos pela sua prestação no filme independente Affliction (Confrontação, 1998), onde desempenhou o papel de um alcoólico envelhecido que durante anos exercera violência física e psicológica sobre a mulher e os filhos, acabando por ser morto às mãos do seu filho (Nick Nolte). A extraordinária força que conferiu à sua personagem, aliada a uma longa carreira, convenceu os membros da Academia a conferir-lhe o Óscar para Melhor Ator Secundário. O seu último trabalho foi a comédia da Disney Snow Dogs (Herança Canina, 2002). Vítima duma crise cardíaca, faleceu na sua residência de Los Angeles em 18 de novembro de 2002.
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