Jane Goodall
Etóloga inglesa nasceu a 3 de abril de 1934, em Londres, e morreu a 1 de outubro de 2025, em Los Angeles.
Desde criança mostrou uma paixão pelos espaços livres e pelos animais, sendo uma grande admiradora das histórias de Tarzan. Aos onze anos disse que haveria de viver em África.
Jane Goodall completou o ensino secundário e depois fez curso de secretariado, ao mesmo tempo que trabalhava como empregada de mesa para arranjar dinheiro para viajar para África.
Em meados da década de 50 partiu para Nairobi, no Quénia, onde trabalhou como secretária. Após um ano em Nairobi soube que o antropólogo Louis Leakey e a mulher faziam escavações no Zaire e foi ter com eles. Nessa altura Leakey estava a fazer um estudo sobre gorilas onde pretendia provar a existência de mais semelhanças entre estes primatas e os humanos. Acabou por contratar Jane Goodall como secretária, cabendo-lhe organizar as notas do antropólogo para as enviar para o Museu de História Natural, em Londres. Ao chegar ao fim dos estudos, Leakey resolveu envolver Jane no projeto.
Depois escolheu-a para iniciar um projeto semelhante, mas sobre chimpanzés, que teria lugar na Reserva Natural de Gombe, na Tanzânia, desafio que ela aceitou.
Em 1960, apesar das reservas do governo tanzaniano em deixar uma mulher sozinha na selva, Jane iniciou um trabalhou que durou perto de quatro décadas. A mãe acabou por a acompanhar nos primeiros tempos em Gombe.
Após três meses de observações Jane Goodall descobriu que os chimpanzés eram omnívoros, tal como os humanos, ao observar um deles a comer um porco selvagem bebé. Umas semanas mais tarde observou um chimpanzé a afiar com a língua uma lasca de uma planta para depois escavar uma colónia de térmitas.
Foi a primeira vez que se registou um ser não-humano a preparar uma ferramenta. Jane começou então a ser procurada por jornalistas para fazerem reportagens sobre as suas pesquisas, enquanto Leakey insistia para que ela se formasse em etologia para o trabalho dela ter mais aceitação. No entanto, Jane não queria sair do terreno, mas acabou por fazer o curso na Universidade de Cambridge em 1965.
Entretanto, em 1964 havia casado com o fotógrafo Hugo van Lawick. Os dois conheceram-se quando Hugo foi a Gombe fazer uma reportagem sobre Jane para a revista National Geographic. Em 1971 tiveram um filho que cresceu na Tanzânia, enquanto a mãe fazia as suas pesquisas.
Jane e Hugo divorciaram-se e em 1975 ela voltou a casar, desta vez com o antigo diretor dos parques nacionais da Tanzânia.
Jane Goodall continuou a fazer pesquisas na Tanzânia até à atualidade.
Em 1987 ganhou o Prémio Albert Schweitzer e três anos mais tarde o Prémio Kyoto para Ciência, no Japão.
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