jazigos minerais por meteorização

A formação de depósitos de caulino e outros minerais de argilas, de bauxite, de alguns minerais de níquel como a garnierite, de ferro como a limonite, resultam da meteorização e concentração por ação de um meio aquoso.
Todos resultam da alteração de silicatos pelas águas superficiais. Se as condições são adequadas (clima quente e húmido), podem originar-se bauxites por acumulação e envelhecimento de geles ricos em alumínio que resultam da ação da água.
A água, que se desloca na superfície terrestre carregada de gases diversos, infiltra-se pelos poros, fendas e fraturas das rochas até encontrar um nível impermeável que impede o seu caminho descendente. Assim, vai enchendo o vazio das rochas até chegar à superfície ou encontrar algum ponto de saída. Formam-se desta maneira zonas de saturação permanente, zonas de saturação intermitente e zonas permanentemente secas.
Os minerais submetidos ao efeito da água experimentam uma maior ou menor alteração química. Na zona superficial, que coincide com a zona de aeração e de saturação intermitente, o predomínio da ação química corresponde a processos de oxidação, hidratação, hidrólise, carbonatação, etc., que originam minerais de cores vivas a partir dos minerais primitivos. Assim se originam, como mais significativos, as limonites nos minerais de ferro e a azurite e a malaquite nos minerais de cobre. Constituem a zona superficial da concentração mineral e servem para localizar a sua existência.
Quando a água chega à zona de saturação, o que predomina já não é a alteração mas a precipitação de todas as substâncias, arrastadas pela água, tanto dissolvidas como em solução coloidal. Esta zona, denominada zona de cementação, caracteriza-se pela formação de minerais novos em consequência das reações ocorridas no seio das soluções que contêm ou podem conter uma grande diversidade de iões. Assim se explica a concentração de prata e cobre nativos, de cuprite, etc.
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