Jean Baudrillard

Sociólogo francês, Jean Baudrillard nasceu a 29 de julho de 1929, em Reims, e faleceu a 6 de março de 2007, em Paris. Inicialmente apontado como o sociólogo da sociedade do consumo, tornou-se um influente teórico da pós-modernidade. Nos seus trabalhos dos anos 60 é clara uma influência marxista, a que não é alheia a euforia associada aos eventos de maio de 68. Posteriormente, a sua obra denota um afastamento progressivo do marxismo acabando por libertar as suas análises sociais da primazia dos fatores económicos. Enquanto crítico da desatenção que a teoria económica marxista deu ao fator consumo, Baudrillard analisou em profundidade a sociedade de consumo e a comunicação de massas. As diferentes vertentes de análise da sociedade de consumo mereceram a atenção de Baudrillard: análise da produção, análise das trocas e análise do consumo de símbolos e signos.
A sociedade atual está organizada a partir do consumo, e já não a partir da produção, o que retira às categorias económicas de necessidade, satisfação, distribuição e lucro a primazia na análise da natureza e da função dos bens. O desejo de bens do consumidor não se dirige aos objetos em si, sendo antes um desejo de inclusão dentro do sistema de consumo. Para este autor, a manipulação ativa dos signos, com a infinita reprodução e a sobreprodução de imagens e signos, apagou toda a distinção entre o real e a imagem. A perda de significados estáveis que daí deriva tem sido avançada como uma característica das sociedades pós-modernas. Baudrillard analisou as fases históricas que conduziram a esta situação. Numa primeira fase, o signo reflete uma realidade. Numa segunda fase, o signo mascara e perverte uma realidade. Numa terceira fase, o signo mascara a ausência de uma realidade e numa quarta fase o signo não tem qualquer relação com nenhuma realidade; ele é o seu próprio simulacro. Esta é a fase em que se encontra a sociedade atualmente.
As suas obras principais: Le Système des Objets (1968); La Societé de Consommation: ses mythes et ses Structures (1970); Pour une Critique de l'Économie du Signe (1972); Le Miroir de la Production ou l'Illusion Critique du Matérialisme Historique (1973); L'Échange Symbolique et la Mort (1976); De la Séduction (1979); Simulacres et Simulation (1981); Le Crime Parfait (1995); Le Paroxyste Indifférent (1997).
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